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Jornal Correio da Cidade

Educação

Criação de residência pedagógica

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José Antônio dos Santos
Mestre pela UFSJ

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Todo estudante de medicina precisa fazer residência médica como um dos componentes curriculares. Mas por que o professor - que forma o médico desde o nível básico de escolaridade - não faz residência pedagógica? Pelo que sei, apenas a USP pratica um tipo de estágio feito em etapas, durante a formação acadêmica dos futuros docentes. A Unicamp anunciou essa intenção, mas, até agora, mantém a mesma estrutura tradicional de conduzir o estudante a um estágio apenas ao final do curso.
Alguns especialistas têm defendido a idéia de se criar a residência pedagógica, obrigando o estudante a passar pela experiência de sala de aula enquanto estiver se formando - algo próximo a uma prática de residência, orientado por um professor tutor veterano.
Ocorre que estamos nos deparamos com grandes questões: algumas curriculares e outras, culturais. Não existe no Brasil um currículo nacional; apenas referências. Essa questão é ambígua, pois, se de um lado repassa autonomia aos professores, por outro, gera uma heterogeneidade incontrolável, pois há escolas em que os estudantes têm acesso a um grande volume de conteúdos enquanto em outras, o conteúdo se torna ‘sopa rala’, uma miséria sem nome. Estudam-se pouquíssimos temas e assuntos.
É nessas escolas que candidatos à docência fazem seu estágio, com grande freqüência. Eles se deparam com um ambiente onde não há o hábito de estudos, nem disciplina e rigor acadêmicos e, dependendo da concepção de educação que eles tiverem, acabarão por reproduzir e tolerar culturas errôneas, como a do “quanto pior melhor”, a do ‘levar vantagem em tudo’, do querer apenas o diploma quando se tornarem professores. Essa permissividade pedagógica acaba sendo perpetuada.
Esbarramos com questões culturais muito graves na educação formal escolar. A falta de disciplina e de rigor para o trabalho acadêmico é uma praga na cultura brasileira. E a maior parte das pessoas compactua com essa tendência, que leva professores e alunos a fazerem pactos de mediocridade, pelos quais ninguém cobra seriedade de ninguém, mas todos se culpam mutuamente.
Para aliviar um tanto essa visão fatalista e determinista que estou apresentando, insisto em dizer que dá alegria e desperta confiança ver que toda essa cultura equivocada que vem de um universo social maior, nem sempre é reproduzida em todas as escolas. Existem unidades escolares, onde o(a) diretor(a) tem formação acadêmica e ética sólida, tem carisma e “coloca marcha” na equipe, criando uma cultura organizacional com valores bem definidos e rigorosos, na contramão da bandalheira cultural. Tanto é que, em escolas vizinhas entre si, podemos identificar gestões totalmente diferentes.
Há aquelas escolas cuja gestão é permissiva, sem diretiva, onde o relaxamento é mascarado por um falso discurso sobre flexibilidade democrática. Nessas unidades, os professores chegam atrasados, não respeitam e não são respeitados, não investem em sua formação pessoal, não gostam de ler, são desmotivados e não conseguem incentivar seus alunos; o absenteísmo e a rotatividade dos professores é enorme e o desempenho docente e discente são lastimáveis.
Vale ler alguma coisa sobre o sistema educacional na Finlândia e da Nova Zelândia. Não é por pouco que esses países têm conseguido excelentes resultados de fama mundial. Aqui, no Brasil, existem escolas que chegam ao nível desses países. Pena que isso ainda signifique pouco ou nada para a maior parte dos brasileiros. A gente chega lá!


Última atualização ( Sex, 16 de Agosto de 2013 14:52 )
 

Rendimento de cotistas em universidades

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Vou começar pela conclusão: é preciso ficar claro que escola não é feira livre e que o sistema de cotas não pode se tornar medida assistencialista dos governos e nem atalho da qualidade da educação. Agora que estamos aproximando do dia 13 de maio, comemorando a “libertação” dos escravos no Brasil, é preciso que os negros reflitam sobre o significado das medidas de cotas para a população negra. Diminuir a nota de corte para os negros não é o meio mais decente para lhes garantir uma corrida contra os prejuízos sociais e culturais de séculos de escravidão. As análises, a seguir, ajudam a aprofundar um pouco essa discussão.

 

Aumento da busca pelas engenharias

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Atualmente, os cursos de engenharias estão sendo mais procurados do que o de Direito. Já está faltando mão de obra qualificada para ocupar cargos promissores na área. Porém, o baixo desempenho dos alunos nas avaliações oficiais do Enem, Enade e Pisa passa a mostrar que, para aproveitar a onda de revalorização das engenharias será necessário que os alunos e a escola repensem seus métodos de aprendizagem. Pela primeira vez na história do ensino superior brasileiro, o número de calouros em engenharia superou o de direito. A área agora só fica atrás de administração. Os dados foram levantados pelo Ministério da Educação, a partir dos seus censos.
O aumento do interesse pela engenharia acontece num momento de déficit de profissionais na área, iniciado na década passada. Em 2006, foram 95 mil ingressantes em engenharia (5% do total). Cinco anos depois, eram 227 mil (10%). Cresceram tanto o número de vagas públicas e privadas quanto o de candidatos. Já a quantidade de calouros em direito recuou 4%. A expansão do número de ingressantes em engenharia é um avanço, porém, ainda insuficiente para resolver a carência da área no país, afirma o ministro da Educação, Aloizio Mercadante.
Primeiro, não é garantido que os novos ingressantes na área se formem. Levantamentos mostram que, atualmente, menos da metade dos calouros de engenharia consegue terminar o curso. Em número de estudantes concluintes, direito segue à frente das engenharias. Além disso, o déficit de profissionais ainda é muito superior ao volume de universitários concluintes. Foram 45 mil em 2011, ante uma necessidade de ao menos 70 mil novos engenheiros ao ano, de acordo com cálculos oficiais.
"Há uma mudança importante no sistema", disse à Folha o ministro da Educação. "Nas décadas com hiperinflação e baixo crescimento havia muitos conflitos. A área de interesse era o direito. Agora, há crescimento da construção civil, de obras de infraestrutura, de desenvolvimento tecnológico", disse. "Sabemos, por outro lado, que precisamos de mais engenheiros", completou. Para Roberto Lobo, ex-reitor da USP e consultor na área de educação superior, "o momento é positivo, mas os ganhos podem se perder". Lobo diz que há o risco de a evasão na engenharia crescer, pois, com o aumento no número de alunos, a tendência é que mais estudantes com dificuldades na área de exatas entrem nas faculdades. "As escolas terão de se preocupar ainda mais em dar reforços de conteúdos básicos." Mercadante aponta outra dificuldade nos cursos. "São muito teóricos. O aluno fica anos sem ver nada de engenharia, são só cálculos, física. Muitos desistem." A pasta organizará fóruns para influenciar as instituições a colocarem atividades práticas nos primeiros anos do curso e a aumentarem os estágios aos estudantes. A carência na oferta de mão de obra de profissionais de engenharia é traduzida em números elevados. O Confea (Con­selho de Engenharia e Agronomia) fala em déficit de 20 mil novos engenheiros por ano. Comparações entre os cerca de 45 mil engenheiros formados a cada ano no Brasil e os mais de 600 mil graduados em engenharia na China são citadas com frequência.
Tem crescido tanto a procura de estudantes pelo curso quanto a oferta de vagas por parte das universidades. Isso é um indício de que os sinais de alerta emitidos pelo mercado de trabalho têm sido compreendidos. O problema ressaltado com frequência por quem estuda educação no país é que a velocidade dos avanços ocorre a passos lentos.
A instituição escolar está sendo desafiada a repensar seus métodos de aprendizagem e a se tornar consultora capaz de formar entre os docentes e discentes uma cultura de estudos, superando a pífia mentalidade de que aprender é apenas escutar aulas.

Fonte:

http://www1.folha.uol.com.br/educacao/1262245-analise-mudanca-no-perfil-da-procura-por-curso-superior-e-positiva.shtml. Textos de Fábio Takahashi e Érica Fraga acessados e adaptados aos 23/04/2013.

José Antônio dos Santos
Mestre pela UFSJ
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