Foto: Divulgação/ PMCL
Classificada como uma zoonose emergente, a esporotricose é causada por fungos do gênero Sporothrix, comumente encontrados no solo
Durante o mês de setembro, o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) realiza uma série de ações educativas em diversos pontos de Conselheiro Lafaiete com o objetivo de conscientizar a população sobre a esporotricose, uma doença fúngica que pode afetar tanto animais quanto seres humanos.
Classificada como uma zoonose emergente, a esporotricose é causada por fungos do gênero Sporothrix, comumente encontrados no solo, em madeira e vegetação em decomposição. Contudo, o principal agente de transmissão hoje é o gato doméstico infectado, especialmente em áreas urbanas.
Nos animais, principalmente nos felinos, a infecção pode ocorrer por contato com o fungo presente no ambiente. No entanto, é mais comum que a transmissão aconteça entre gatos — e destes para os humanos — por meio de arranhões, mordidas ou contato com secreções de feridas contaminadas.
Em gatos infectados, os principais sinais clínicos são feridas ulceradas de difícil cicatrização, geralmente localizadas na face, orelhas, cauda e membros. Nos casos mais graves, pode haver secreções nasais e orais, espirros e até comprometimento de órgãos internos.
Nos seres humanos, a doença costuma se manifestar com nódulos ou feridas avermelhadas, que evoluem para úlceras e podem se espalhar ao longo dos vasos linfáticos. Em pessoas com baixa imunidade, a esporotricose pode atingir mucosas, pulmões e outros órgãos, tornando-se potencialmente grave.
A esporotricose tem tratamento, tanto para humanos quanto para animais. O diagnóstico precoce é essencial para interromper a cadeia de transmissão e garantir a recuperação do paciente. Por isso, o Centro de Controle de Zoonoses reforça a importância de procurar atendimento veterinário ao menor sinal de sintomas em animais.
O CCZ oferece avaliação gratuita para casos suspeitos em animais. Já no caso de suspeitas em humanos, o atendimento deve ser buscado na rede pública de saúde (SUS), onde profissionais estão capacitados para identificar e tratar a doença. Para mais informações ou para agendar uma avaliação, a população pode entrar em contato com o CCZ pelo telefone (31) 3764-9911.
As autoridades reforçam que os gatos não são culpados pela esporotricose. Eles também são vítimas da doença e precisam de tratamento, cuidado e acolhimento. A recomendação é clara: não abandone seu animal de estimação. O abandono é crime, além de agravar o problema de saúde pública.
Além do diagnóstico e tratamento, as ações promovidas em setembro visam reforçar a importância da prevenção, que passa por cuidados simples, como evitar o contato com animais desconhecidos, manter os pets em casa, identificar lesões suspeitas e buscar atendimento especializado imediatamente.
A conscientização da população é uma das principais ferramentas para o controle da esporotricose. Em tempos em que o bem-estar animal e a saúde pública caminham juntos, a informação e a responsabilidade de cada cidadão fazem toda a diferença.
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Postado por Rafaela Melo, no dia 13/09/2025 - 11:20