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Saúde


Mudanças hormonais na menopausa: como enfrentá-las com mais qualidade de vida

O acompanhamento médico, as terapias disponíveis, o suporte nutricional e as mudanças no dia a dia se complementam neste processo



Foto: iStock/ supersizer


O consumo adequado do nutriente ajuda a reduzir o risco de doenças cardiovasculares e a melhorar o bem-estar mental


A menopausa, geralmente entre os 45 e 50 anos, marca o fim da atividade ovariana e da menstruação. Por trás desta transição, está a queda nos níveis de estrogênio e progesterona, hormônios fundamentais para o equilíbrio do organismo, resultando em ondas de calor, sudorese noturna, alterações de humor, dificuldade para dormir e ressecamento vaginal. Além do desconforto imediato, as mudanças hormonais também aumentam a vulnerabilidade a doenças como osteoporose, problemas cardiovasculares e até distúrbios emocionais, incluindo depressão e ansiedade. Por isso, mais do que lidar com os sinais do dia a dia, a menopausa exige atenção à saúde de forma integral. O acompanhamento profissional ajuda a avaliar não apenas os sintomas, mas também a saúde óssea, cardiovascular e metabólica. Esse olhar individualizado é o que permite definir o tratamento mais adequado, ajustando cada medida ao histórico e às necessidades de cada mulher.

Terapia de reposição hormonal

A terapia de reposição hormonal (TRH) é considerada a intervenção mais eficaz para aliviar sintomas como calor intenso, suores noturnos e ressecamento genital. Além disso, contribui para a preservação da massa óssea e reduz o risco de osteoporose. O tratamento pode ser feito em diferentes formas, que vão de comprimidos e adesivos a géis e cremes vaginais. O ideal é que a TRH seja iniciada nos primeiros anos após a última menstruação, período em que os benefícios tendem a ser maiores. No entanto, nem todas podem recorrer a esta opção. Mulheres com histórico de câncer de mama ou de útero, trombose, infarto ou doenças hepáticas, por exemplo, precisam de alternativas seguras para controlar os sintomas.

Opções além da reposição hormonal

Quando a TRH não é indicada, existem outros recursos. Medicamentos como alguns antidepressivos e anticonvulsivantes podem ajudar a reduzir ondas de calor e melhorar o sono. Já os tratamentos naturais incluem o uso de fitoterápicos à base de isoflavonas da soja, erva-de-são-cristóvão e tintura de amora, que atuam como fitoestrogênios e podem suavizar sintomas, embora sempre com orientação profissional. A nutrição também desempenha papel importante. Suplementos de cálcio e vitamina D auxiliam na proteção dos ossos, enquanto a vitamina E pode contribuir para a saúde cardiovascular e o equilíbrio do organismo. O ômega 3, reconhecido por seus efeitos anti-inflamatórios e de proteção ao coração, ganha destaque neste contexto. O consumo adequado do nutriente ajuda a reduzir o risco de doenças cardiovasculares e a melhorar o bem-estar mental. Entre seus componentes, o ômega 3 DHA se mostra especialmente benéfico, com impactos positivos sobre a saúde cerebral e emocional, aspectos frequentemente abalados durante a menopausa.

Aliado à suplementação, o estilo de vida saudável se torna essencial. A prática regular de atividade física, combinando exercícios aeróbicos e fortalecimento muscular, favorece a densidade óssea, o controle do peso e a melhora do humor. Alimentação equilibrada, sono regular e momentos de lazer também são valiosos na adaptação ao novo ritmo do corpo. A menopausa não deve ser encarada apenas como o fim de uma fase, mas como o início de outra. Embora os sintomas possam ser desafiadores, existem estratégias seguras e eficazes para garantir qualidade de vida. Mais do que lidar com os efeitos imediatos das alterações hormonais, trata-se de cuidar do futuro.




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Postado por Sônia da Conceição Santos, no dia 11/09/2025 - 17:20


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