A reunião realizada na Faculdade de Direito de Conselheiro Lafaiete, na quarta-feira, dia 27, que deveria ser um marco na busca por soluções para a Coleta Seletiva no município, acabou, na verdade, evidenciando o descaso institucional que impede progressos. O evento, que reuniu entidades sérias e comprometidas, foi prejudicado pela falta significativa do Ministério Público Estadual, do Ecotres e pela presença mínima da Prefeitura Municipal, que se fez representar apenas por dois estagiários da secretária do Meio Ambiente. Esse contexto destaca um grande descompasso entre a urgência do tema e o real comprometimento dos principais responsáveis.
A participação de entidades essenciais, como a Polícia Ambiental, Codema, Famocol, Emater-MG e, principalmente, três associações de catadores (Asmarcol, Ascol e Ascop), evidencia a presença de uma sociedade civil organizada e engajada. Destaca-se a participação e iniciativa do Gabinete do Vereador Pedrinho.
Em forte contraste com esse envolvimento, a falta dos principais órgãos com poder de execução e fiscalização foi um sinal de negligência. O Ministério Público, responsável pela proteção da ordem jurídica e do meio ambiente, e o Ecotres consórcio regional essencial para a gestão de resíduos, privaram a população do direito de ser ouvida e de agir. Ao enviar estagiários, a Prefeitura demonstrou um descaso para com todos, indicando que a coleta seletiva não é uma prioridade em sua agenda.
Os efeitos desse descompasso são sérios e imediatos. Discussões sobre a logística operacional e a integração das associações de catadores se tornam infrutíferas sem a participação ativa do poder público e do consórcio. O impasse mantém um modelo ineficiente, que sobrecarrega o aterro sanitário, prejudica o meio ambiente e deixa os catadores em situação de vulnerabilidade, sem o suporte estrutural necessário para melhorar seu trabalho essencial. Assim, o que aconteceu não foi apenas uma reunião malsucedida, mas um sinal de uma doença administrativa mais grave: a negligência.
É fundamental que a comunidade de Lafaiete cobre das autoridades uma atitude diferente. O próximo encontro deve ser agendado com a condição de que os ausentes participem ativamente, convertendo a conversa em ação. Não podemos adiar a coleta seletiva, pois ela é essencial para o meio ambiente, para a economia solidária e para a dignidade do município. VAMOS FAZER A NOSSA PARTE???
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Escrito por Coronel César, no dia 28/08/2025
Coronel José César de Paula
Porta-Voz da Rede Sustentabilidade
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