A humilhação está presente em todos os espaços — mídias tradicionais e, sobretudo, nas redes sociais, onde ainda não sabemos como nos defender. Tornou-se uma nova forma de violência institucional, visível sempre que um processo judicial é exposto sem que o acusado possa reagir. A sociedade atual naturalizou o insulto gratuito e as acusações sem provas. Até a diplomacia, antes imune a essa prática, foi afetada — especialmente após a eleição de Trump, quando a humilhação passou a integrar a política externa dos EUA. Exemplos históricos mostram como a humilhação alimenta o ressentimento e, por fim, a violência. O Tratado de Versalhes em 1918 gerou ressentimento na Alemanha, culminando em nova guerra. Hoje, a humilhação do povo palestino permanece insolúvel, agravada pelos ataques em Gaza — tragédia que o Ocidente pagará caro.
A imposição de tarifas dos EUA ao Brasil também é uma forma de humilhação: não há motivação econômica real, mas sim a tentativa de impor submissão. O gesto busca atingir a dignidade nacional. O mesmo ocorre com a Europa, que aceitou tarifas dos EUA em nome de um acordo desigual, revelando submissão e fraqueza perante o poder americano. Porém, não há humilhação sem o silêncio do humilhado. O verdadeiro triunfo do humilhador é o consentimento mudo do outro. Trump tentou humilhar o Brasil, mas não conseguiu — o país respondeu à altura. Já a Europa cedeu sem resistência. Seja qual for o desfecho, é preciso afirmar: a humilhação de povos sempre termina em caos. A política externa deveria ser um exercício de respeito mútuo, pois a humilhação gera inimigos duradouros. Neste cenário, o Brasil mostrou altivez. Nunca me senti tão próximo deste país quanto agora. Fonte: José Sócrates, ex-primeiro-ministro de Portugal
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Escrito por Coronel César, no dia 14/08/2025
Coronel José César de Paula
Porta-Voz da Rede Sustentabilidade
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