O uso contínuo da pílula pode esconder mais do que se imagina: entenda os impactos nutricionais e por que o acompanhamento nutricional é essencial
O anticoncepcional oral é um dos métodos contraceptivos mais utilizados pelas mulheres há décadas. Prático, acessível e eficaz na prevenção da gravidez, ele também é prescrito para tratar questões hormonais como acne, ovário policístico e irregularidades menstruais. Mas o que muita gente não sabe é que o uso contínuo da pílula pode levar a deficiências nutricionais importantes — silenciosas, mas com efeitos reais no corpo e na saúde.
Na prática clínica, a gente vê isso o tempo todo. Mulheres com queixas de cansaço crônico, queda de cabelo, alterações de humor e até dificuldade para engravidar… e muitas vezes o gatilho está lá: no uso prolongado do anticoncepcional, sem uma reposição adequada de nutrientes.
Estudos mostram que o anticoncepcional pode interferir na absorção, metabolismo e excreção de diversas vitaminas e minerais. Entre os principais nutrientes prejudicados, estão:
Vitamina B6, B12 e Ácido Fólico (B9): fundamentais para o equilíbrio do sistema nervoso, produção de neurotransmissores e saúde cardiovascular. A deficiência pode levar a sintomas como irritabilidade, ansiedade, dificuldade de concentração e até aumento da homocisteína — um marcador inflamatório e de risco cardiovascular.
Magnésio: essencial para mais de 300 funções no organismo, inclusive regulação hormonal e metabolismo energético. A carência pode causar enxaqueca, TPM intensa, ansiedade e distúrbios do sono.
Zinco: mineral chave para a imunidade, fertilidade, saúde da pele e equilíbrio hormonal. A deficiência está relacionada a acne, baixa imunidade, perda de cabelo e até alterações no paladar.
Vitamina C e Vitamina E: antioxidantes importantes que protegem o corpo contra o estresse oxidativo. A deficiência pode afetar a pele, a imunidade e até acelerar o envelhecimento celular.
Selênio e CoQ10: nutrientes antioxidantes essenciais para a saúde da tireoide, fertilidade e função mitocondrial. A baixa ingestão (ou absorção) pode contribuir para fadiga, infertilidade e desequilíbrios hormonais.
E o mais preocupante: essas deficiências não aparecem em exames de rotina comuns, e muitas mulheres seguem tomando o anticoncepcional por anos, sem saber do impacto silencioso que ele pode estar causando.
???? O que fazer, então?
Se você usa anticoncepcional, vale muito a pena procurar uma nutricionista funcional que saiba olhar o todo: sua alimentação, sinais e sintomas, exames laboratoriais mais específicos e, se necessário, prescrever uma suplementação individualizada. Isso é ainda mais importante se você pretende engravidar no futuro — preparar o terreno metabólico é parte essencial da fertilidade.
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Escrito por Gabrielle Ribeiro, no dia 18/06/2025
Gabrielle Ribeiro
Nutricionista especializada em Saúde da Mulher
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