Foto: Arquivo Jornal CORREIO
O que era considerado especulação, conversa de bastidores e discussão em grupos de WhatsApp, tornou-se oficial e passa a fazer parte da campanha política que tem início no dia 16 de agosto. Passadas as convenções partidárias, o município de Lafaiete contabiliza nove candidatos a deputado, sendo dois estaduais e sete federais. Dos nomes apresentados há pouco ao eleitorado lafaientense - são 94.489 pessoas aptas a votarem na cidade - a maioria passou pelo crivo das convenções e teve seu nome homologado pelos partidos políticos. Resta agora o aval da justiça eleitoral, que tem a prerrogativa de deferir ou indeferir as candidaturas.
No campo estadual, Glaycon Franco (PSDB) e Damires Rinarlly (PV) vão disputar os votos dos lafaietenses junto com os postulantes de outras cidades, que mantêm relação de proximidade com CL, com lideranças locais e que, sobretudo, tenham algum serviço prestado ao município.
Já no planto federal, a briga será intensa, pois, além dos sete nomes locais, há vários deputados de fora com ligações com essa plaga que também querem angariar uns votinhos. Nesse desafio inglório, aparecem o vereador Erivelton Jayme (PRD), o mais votado da história de Lafaiete, o ex-vereador de quatro mandatos e ex prefeito, Darci Tavares (MDB), a eterna candidata Neuza Mapa (Avante), o aposentado Carlos Magno (PSD) o ex-bancário Cleber da Caixa (Rede), o cantor Fabrício Sírio (PSD) e a fotógrafa Silvana Miranda (PSD).
O direito de disputar o "arranca-rabo eleitoral", todos sabemos, é legítimo e um direito sagrado das pessoas, mas é necessário pontuar que a decisão tem um custo elevado e deve servir a propósitos republicanos que se encaixam nas necessidades e demandas da população. Para entrar numa disputa como essa, o postulante precisa ter todos esses atributos e buscar, verdadeiramente, os votos para se eleger ou, na pior das hipóteses, ser votado o bastante para aumentar a legenda e ajudar os colegas de partido.
Por outro lado, entrar nesse desafio grandioso para fazer número e compor chapa é, antes de tudo, um desrespeito aos mais de 90 mil eleitores de Conselheiro Lafaiete. Nossa cidade, mais de que qualquer outro lugar neste vasto Brasil, precisa eleger pelo menos um representante na esfera estadual e federal e este é o momento. Por isso, precisamos que todos os postulantes tenham essa consciência e busquem, de fato, esse objetivo. Os interesses do município devem ficar acima dos interesses pessoais
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Postado por Rafaela Melo, no dia 15/08/2026 - 20:04