Foto: Divulgação
A Seleção Canarinho tem a história mais linda do futebol mundial, com mais Copas do Mundo – cinco no total – e todas as outras seleções do planeta querem ter, construir ou chegar onde o Brasil já está. No entanto, como num passe de mágica, uma parcela da população tenta, a todo custo, jogar esse legado na lata do lixo, simplesmente por não gostar do atual momento do escrete verde-amarelo e de alguns jogadores convocados.
Ora, assim como na vida, no amor e no trabalho, vivemos ciclos e o futebol também enfrenta essas mudanças, onde a escassez de talentos é uma realidade brutal de nosso esquadrão. O Brasil sempre foi pródigo em revelar jogadores talentosos em todas as posições, mas de um tempo para cá, isso caiu muito e foi se escasseando, embora nosso país ainda seja o maior exportador de futebolistas do mundo, conforme as últimas estatísticas.
A discussão em torno desse fenômeno passa, necessariamente, por muitas etapas, sendo a principal delas a globalização do esporte mais popular do planeta. Nunca houve tantos atletas de outros países jogando os brasileirões das séries A, B, C e D. Isso, de certa forma, inibe e prejudica a base dos clubes e o lançamento de jovens brasileiros. Os estrangeiros acabam ocupando esse lugar. Por sua vez, a entidade máxima do futebol brasileiro, a CBF, atenta a isso, trabalha para limitar o número de futebolistas de outros países nos clubes locais.
No entanto, há também uma série de outras situações que vêm impactando esse ciclo de pouca revelação de talentos. Um exemplo claro disso é a ida cada vez mais precoce de jovens talentos do Brasil para o mundo das drogas, que acaba sugando pessoas talentosas, futuros craques, que não conseguem dar sequência ao futebol, preferindo cair no vício, na criminalidade, entre outros problemas.
Há também, lamentavelmente, essa polarização política que oprime o país desde a pandemia. Por conta dessa disputa ideológica, muitas vezes carregada de ódio, a sagrada camisa amarela, de tantos títulos, conquistas e história, foi usurpada para simbolizar determinado grupo político, como se as nossas cores fossem propriedade privada. Noves fora os problemas listados, fato é que, pelo menos nesta época, nossa camiseta volta a pertencer à torcida canarinho, o que deveria ser a regra, e não a exceção.
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Postado por Rafaela Melo, no dia 13/06/2026 - 17:20