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Saúde


UPA de Lafaiete opera com ocupação média de 88,5% e enfrenta períodos de superlotação

Documento da secretaria de Saúde aponta alta demanda, média de até 22 pacientes por dia e detalha medidas adotadas pela unidade



Foto: Arquivo Jornal CORREIO


 

A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) 24 Horas Doutor Luiz de Souza Dias, em Conselheiro Lafaiete, funciona sob forte pressão devido à alta procura por atendimentos e registra episódios recorrentes de superlotação em determinadas épocas do ano. As informações constam no Ofício nº 076/2026, encaminhado pela Secretaria Municipal de Saúde em resposta ao Requerimento nº 283/2026, apresentado pelo vereador Erivelton Martins Jayme da Silva.No documento, a pasta detalha a estrutura disponível na unidade e apresenta as medidas adotadas para garantir a continuidade dos serviços diante do elevado fluxo de pacientes que buscam atendimento diariamente.

Atualmente, a UPA dispõe de 24 leitos, sendo 20 destinados à observação clínica e quatro localizados na Sala Vermelha, espaço reservado ao atendimento de urgência e emergência em casos de maior gravidade. Segundo os dados apresentados pela secretaria, a unidade registrou, nos últimos 12 meses, uma média diária de ocupação entre 21 e 22 pacientes. O tempo médio de permanência nos leitos foi de aproximadamente 1,5 dia.

A taxa média de ocupação no período alcançou 88,5%, índice que demonstra a elevada utilização da estrutura. O município reconhece a ocorrência de superlotação em épocas específicas, situação associada à sazonalidade e ao aumento da procura pelos serviços de urgência.Para reduzir os impactos no atendimento, a direção da UPA informou que adota medidas de gerenciamento do fluxo interno. Entre elas estão as reavaliações médicas frequentes, permitindo a alta precoce de pacientes com quadro clínico estabilizado e a liberação de vagas para novos casos.

Outra estratégia destacada é a articulação permanente com a Central de Regulação de Leitos, com o objetivo de agilizar transferências e internações hospitalares quando há necessidade de continuidade do tratamento em outras unidades da rede. A secretaria ressaltou ainda que os números apresentados representam uma média estimada e que existem dias em que o movimento permanece abaixo do percentual registrado.

De acordo com o ofício, a gestão da unidade realiza monitoramento contínuo dos indicadores operacionais, além de promover reuniões periódicas para avaliar os resultados e definir ações que contribuam para a manutenção da qualidade assistencial prestada à população.O documento é assinado por Ana Paula Amorim, gerente do Departamento de Urgência e Emergência; Giovani Max de Assis Pereira, diretor; e Rodrigo Souza Santos, secretário municipal de Saúde.




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Postado por Rafaela Melo, no dia 14/06/2026 - 18:47


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