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Política


Demora no atendimento e problemas estruturais marcam fiscalização em hospital de Lafaiete

Como medida emergencial, a comissão pretende solicitar ao Executivo a contratação de mais um clínico geral



Foto: Divulgação


Acompanhados pela Diretora do Hospital, Geovana Seabra, e a Assistente social, Denilse Reis, a vistoria ocorreu em 20 de abril


Uma visita fiscalizatória da Comissão de Saúde da Câmara Municipal de Conselheiro Lafaiete, formada pelos vereadores Arlindo Leiteiro, Roger Diêgo e Gina Costa, identificou problemas como longas filas de espera, falta de médicos e falhas estruturais no Hospital São Vicente de Paulo. Situações já denunciadas por mães de pacientes

Acompanhados pela Diretora do Hospital, Geovana Seabra, e a Assistente social, Denilse Reis, a vistoria ocorreu em 20 de abril, véspera do feriado de Tiradentes, após relatos sobre espera de até sete horas por atendimento para as crianças.  Durante a inspeção, foram constatados focos de mofo em áreas como salas de medicação, nebulização e sutura, além da sala vermelha, atribuídos a infiltrações causadas por problemas no telhado. Em um dos casos, a comissão solicitou que um bebê que realizava nebulização fosse transferido de local devido ao ambiente insalubre; o que foi prontamente atendido pela direção.

A equipe médica foi considerada insuficiente para a demanda. Atualmente, o hospital conta com três médicos durante o dia — dois clínicos gerais e um pediatra — e dois médicos à noite, além de pediatra de sobreaviso. A dificuldade para contratar pediatras com Registro de Qualificação de Especialista (RQE), foi associada à baixa atratividade salarial em Lafaiete, o que agrava o cenário.

Como medida emergencial, a comissão pretende solicitar ao Executivo a contratação de mais um clínico geral, principalmente diante do aumento de doenças respiratórias em crianças com a chegada do período frio. Segundo a administração, esta solicitação já foi feita e reiterada junto à administração municipal

Quase 90% dos atendimentos no hospital São Vicente, que é referência regional em pediatria, são realizados pelo SUS, o que contribui para a sobrecarga da unidade. Também foi apontado que parte da demanda hospitalar decorre de falhas na atenção básica, que não absorve casos de menor complexidade, levando a comunidade a buscar a unidade hospitalar. 

 Usuários ainda relataram a ausência de bebedouro na recepção, situação que deve ser resolvida nesta semana com a instalação de um novo equipamento obtido por doação.Ao final da fiscalização, os vereadores deliberaram pelo envio de ofício ao hospital solicitando providências imediatas para eliminar o mofo, corrigir infiltrações, apresentar cronograma de obras e informar medidas para ampliar o quadro médico e reduzir o tempo de espera dos pacientes.

Foram constatados focos de mofo em áreas como salas de medicação, nebulização e sutura, além da sala vermelha, atribuídos a infiltrações causadas por problemas no telhado




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Postado por Rafaela Melo, no dia 28/04/2026 - 16:20


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