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Saúde


Geriatra explica o impacto da aposentadoria na saúde do idoso

Para alguns, a aposentadoria é assimilada de forma positiva, sob uma perspectiva de reorganização da vida



Foto: Freepik



Um envelhecimento saudável ocorre quando se preservam o funcionamento físico e mental, além dos relacionamentos e das atividades sociais. Para alcançar esse objetivo, as orientações sobre dieta e a prática de atividade física e cognitiva são os pontos mais importantes.

O domínio físico apresenta grande influência na qualidade de vida global dos idosos, porém não se podem ignorar as alterações psicológicas e sociais desta etapa da vida. Elas são desencadeadas por vários fatores. Entre os principais, pode-se destacar a aposentadoria, que pode trazer consigo a desvalorização social, gerando, muitas vezes, um sentimento de inutilidade, o que, por sua vez, afeta a identidade, a autoestima e o sentido de vida do idoso.

Para alguns, a aposentadoria é assimilada de forma positiva, sob uma perspectiva de reorganização da vida. Mas, para outros, é significativamente prejudicial, podendo afetar o humor. Tal comprometimento pode se manifestar por meio de diversos sentimentos e sintomas, como ansiedade, depressão, irritabilidade e insatisfação generalizada, contribuindo para a redução da qualidade de vida do idoso.
Além disso, a aposentadoria pode repercutir de forma indireta sobre o funcionamento cognitivo do idoso. Em muitos casos, o indivíduo aposentado tem suas redes sociais e atividades diárias reduzidas. Sabe-se que, quanto maior o engajamento social, a estimulação intelectual e a prática de atividades físicas, maiores são as chances de prevenir o declínio cognitivo e as demências.

As repercussões da aposentadoria relacionadas ao âmbito emocional também podem interferir nos padrões alimentares. No período anterior à aposentadoria, os momentos destinados à alimentação eram compartilhados com colegas de trabalho e familiares. Porém, com a aposentadoria, muitas vezes ocorre a solidão familiar e social, o que pode levar à perda do interesse pela alimentação. 
A diminuição do poder aquisitivo do aposentado também contribui para o empobrecimento nutricional das refeições, levando ao aumento de peso e a uma maior predisposição a doenças como diabetes, hipertensão e outras.

Fonte: Dra. Eliza de Oliveira Borges
Geriatra




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Postado por Rafaela Melo, no dia 08/02/2026 - 18:20


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