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Ceia de Natal fica mais cara; veja dicas para driblar os aumentos

Cesta natalina passa de R$ 433 para R$ 453; especialista dá dicas para economizar e destaca queda expressiva no preço do azeite, que recuou 23%



Foto: Reprodução Adobe Stock



Com a proximidade do Natal, o consumidor brasileiro já sente o impacto no bolso ao planejar a tradicional ceia. De acordo com a prévia da cesta natalina do IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor), os produtos mais procurados para a data registraram alta média de 4,53% em relação ao ano passado, reforçando a necessidade de planejamento e pesquisa para evitar gastos excessivos.

Entre os itens que mais encareceram neste ano, alguns tradicionais da mesa natalina chamam atenção. O peru, principal prato da ceia, teve aumento de 13,62%, seguido pela azeitona (12,53%), bombom (10,81%) e atum sólido (8,01%). Outros produtos também apresentaram reajustes significativos:

  • Panetone: 7,08%

  • Suco de laranja: 6,52%

  • Molho de tomate: 5,28%

  • Lombo de porco: 4,36%

  • Vinho tinto: 3,85%

  • Suco de morango: 3,75%

  • Palmito: 3,30%

  • Queijo ralado: 2,13%

  • Champanhe: 1,82%

  • Macarrão: 0,50%

Com esses reajustes, o valor total da cesta da ceia natalina passou de R$ 433,42, em dezembro de 2024, para R$ 453,06 em 2025.Segundo o especialista em direito tributário pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), Fabrício Tonegutti, o aumento é comum neste período. “Os preços costumam subir com a proximidade da data porque a maioria das pessoas deixa as compras para a última hora. Em compensação, após o Ano Novo, o comércio costuma oferecer promoções”, explica.A recomendação, segundo ele, é comprar com antecedência, evitando deixar as compras para a semana do Natal, quando a demanda é maior e os preços tendem a subir ainda mais.

Apesar do cenário de alta, alguns produtos registraram queda de preços, trazendo certo alívio ao orçamento. O azeite, que vinha sendo um dos vilões da inflação alimentar, apresentou redução de 23,06% na cesta. Também ficaram mais baratos o pêssego (-6,85%) e o sorvete (-6,99%).

Para reduzir os impactos no bolso, o especialista orienta que o consumidor defina um valor fixo para a ceia. “Esse valor deve considerar a realidade financeira de cada família e ser dividido pelo número de pessoas. Também é fundamental evitar parcelamentos, que podem se somar a outras dívidas”, alerta.

Outras dicas incluem pesquisar preços, trocar marcas tradicionais por opções mais acessíveis, escolher alimentos da estação, dividir os custos da ceia entre os familiares e evitar desperdícios. No caso do peru, Tonegutti sugere criatividade. “É possível substituir por outras proteínas e receitas. O mais importante é celebrar o Natal com união familiar e consciência financeira”, conclui.

Tags: ceia de Natal; preços da ceia; cesta natalina; IPC-Fipe; inflação; Natal 2025; economia doméstica; consumo; planejamento financeiro; alimentos mais caros; dicas para economizar; mercado brasileiro




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Postado por Rafaela Melo, no dia 14/12/2025 - 15:51


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