Foto: Arquivo Jornal CORREIO
Lafaiete possui 39 pontos oficialmente monitorados, divididos entre áreas sujeitas a alagamentos, deslizamentos e inundações
As primeiras tempestades de dezembro voltaram a escancarar a fragilidade de Lafaiete diante do período chuvoso. Em poucas horas, pontos já mapeados pela Defesa Civil registraram alagamentos, reforçando o alerta para as próximas semanas - justamente quando a previsão indica novas pancadas fortes. “O período crítico começou e exige atenção de todos”, afirma o coordenador municipal de Proteção e Defesa Civil, Eduardo Moraes de Souza. Entre outubro de 2025 e março de 2026, a cidade deve conviver com chuvas frequentes e volumes irregulares, cenário que aumenta a chance de enxurradas, quedas de árvores e deslizamentos.
Riscos mapeados
Lafaiete possui 39 pontos oficialmente monitorados, divididos entre áreas sujeitas a alagamentos, deslizamentos e inundações. As cotas mais baixas são as mais vulneráveis por concentrarem o escoamento da água - situação que se repete ano após ano. Nos últimos dias, alguns desses pontos chegaram a alagar, mas os níveis recuaram assim que a chuva cessou. Apesar da normalização rápida, a Defesa Civil mantém o alerta: se o volume aumentar ou persistir, novas ocorrências são esperadas.
Durante o período chuvoso, as equipes atuam com monitoramento meteorológico contínuo, vistorias preventivas e contato direto com o Corpo de Bombeiros, que recebe grande parte das chamadas emergenciais. Finais de semana e feriados são cobertos por sobreaviso, garantindo resposta imediata. O órgão também atualiza o plano de contingência, orienta a população e articula ações de limpeza e desobstrução de drenagem com outros setores.
Quando o morador deve sair de casa
A orientação é clara: qualquer sinal de movimentação de solo exige saída imediata do imóvel. Os principais sinais incluem rachaduras recentes em paredes ou muros, portas e janelas que passam a travar, estalos na estrutura, árvores ou postes inclinados, surgimento de água barrenta, deformações no terreno ou fendas novas. “Esses sinais não podem ser ignorados. O morador deve buscar um local seguro e acionar a Defesa Civil para avaliação”, reforça Eduardo.
O órgão orienta que a população não tente atravessar áreas alagadas, nem a pé nem de carro. A correnteza pode esconder buracos profundos, aberturas no solo e objetos trazidos pela enxurrada. Também não se deve tentar desobstruir bueiros, entrar em contato com água de enchente ou permanecer próximo de redes elétricas e estruturas instáveis. Motoristas devem reduzir a velocidade e procurar locais seguros para aguardar a melhora das condições. Pedestres devem evitar áreas próximas a córregos, pontes, muros e árvores.
Famílias podem reduzir riscos com medidas como manter calhas e ralos limpos, reforçar muros e taludes quando necessário, monitorar infiltrações e pequenas rachaduras, evitar descarte irregular de lixo ou fora do horário, guardar documentos em local seguro e definir um plano familiar de emergência. Eduardo destaca que o descarte incorreto continua sendo um dos fatores que mais agravam alagamentos. “Bueiros obstruídos impedem o escoamento da água e ampliam o risco. É um problema que depende diretamente da colaboração da população.”
Canais de atendimento
A Defesa Civil realiza vistorias durante todo o ano. Para solicitar avaliação de risco, o morador pode usar:
Telefone: (31) 3764-9803, ramal 1039 | Emergência: 199 | Aplicativo Lafaiete Digital – aba Segurança Pública e Cidadania e Atendimento presencial: rua marechal Deodoro, nº 8, Santa Matilde.
Como receber alertas
O serviço de SMS é gratuito. Basta enviar o CEP para 40199 para receber avisos meteorológicos. Informações também são disponibilizadas nas redes sociais da Defesa Civil (@defesacivilcl), nos canais da Prefeitura e na imprensa local. Se o volume de chuva aumentar ou persistir acima da média, Eduardo alerta para a possibilidade de ocorrências maiores. “Seguimos em monitoramento constante e pedimos que a população siga as orientações de segurança. Autoproteção é fundamental”, conclui.
Você está lendo o maior jornal do Alto Paraopeba e um dos maiores do interior de Minas!
Leia e Assine: (31)3763-5987 | (31)98272-3383
Postado por Rafaela Melo, no dia 14/12/2025 - 14:40