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Estudos apontam que entre 30% e 77% das mulheres já apresentaram algum tipo de reação alérgica relacionada ao uso de maquiagem
O Brasil está entre os maiores consumidores de cosméticos do mundo, ocupando a terceira ou quarta posição global, dependendo do ano e da metodologia adotada. Com isso, a maquiagem faz parte do dia a dia de milhões de brasileiras — o que também aumenta a exposição a produtos que podem causar alergias.
Estudos apontam que entre 30% e 77% das mulheres já apresentaram algum tipo de reação alérgica relacionada ao uso de maquiagem. E as regiões dos olhos são as mais afetadas. Segundo a oftalmologista Maria Beatriz Guerios, isso ocorre porque a pele das pálpebras é mais fina e sensível, além de alguns cosméticos conterem substâncias altamente irritantes.
“As sombras, lápis e delineadores podem ter metais pesados, especialmente os coloridos e brilhantes. Entre eles estão alumínio, cobalto, níquel, cromo e até chumbo”, explica. “Outro ponto de atenção são os conservantes, como o timerosal, forma de mercúrio com grande potencial alergênico.”
A especialista alerta que a alergia nem sempre surge logo após a aplicação. “A reação pode ser imediata, mas também pode aparecer de forma tardia. Por isso, é importante observar mudanças na pele e nos olhos.”
Sinais mais comuns de alergia à maquiagem incluem:
Ardência
Vermelhidão
Coceira
Lacrimejamento
Inchaço
Bolhas ou erupções nas pálpebras
Sim — com cuidados específicos. Hoje, existem diversos produtos formulados para peles sensíveis, além de práticas simples que reduzem o risco de irritações e inflamações.
A seguir, confira 8 cuidados essenciais indicados pela especialista:
Ler o rótulo é fundamental, especialmente para maquiagens usadas nos olhos. Produtos hipoalergênicos, apesar de mais caros, oferecem maior segurança.
Itens que merecem atenção especial:
Lápis de olho
Delineadores
Corretivos
Sombras
Máscara de cílios
A borda interna dos olhos contém glândulas responsáveis pela camada oleosa das lágrimas. Maquiá-las pode bloquear essas glândulas e desencadear alergias ou blefarite.
Use lápis e delineador apenas ocasionalmente e prefira fórmulas leves, não à prova d’água.
Além de optar por versões hipoalergênicas, prefira máscaras não à prova d’água, que exigem removedores mais agressivos.
Dica: Troque o rímel a cada 3 meses, mesmo dentro do prazo de validade. As cerdas acumulam bactérias que podem piorar alergias e inflamações.
Aplicadores acumulam oleosidade, células mortas e micro-organismos como bactérias e ácaros.
Para higienizar:
Lave com água e xampu neutro infantil
Remova o excesso com papel limpo
Deixe secar ao sol sempre que possível
Por entrar em contato direto com mucosas e pele sensível, a maquiagem é de uso pessoal. Compartilhar aumenta o risco de transmissão de fungos e bactérias.
Dormir maquiada obstrui os poros e agrava inflamações, como a blefarite.
Prefira removedores suaves ou água micelar e finalize com água morna.
Quem tem blefarite deve fazer também a higiene das pálpebras.
Sombras em pó soltam partículas que podem irritar os olhos.
As versões cremosas são menos voláteis e mais indicadas para alérgicas.
Alerta: Produtos com glitter são altamente irritantes e possuem metais pesados na composição. Use apenas em ocasiões especiais.
Reorganize a maquiagem a cada 3 meses e descarte produtos vencidos ou com mudanças de cheiro, textura ou cor.
Evite marcas sem procedência e sem registro na vigilância sanitária.
“Há uma infinidade de produtos no mercado, muitos sem origem confiável, especialmente os importados. Quem tem alergia precisa redobrar o cuidado na escolha”, reforça Maria Beatriz. A médica lembra ainda que, diante de sintomas persistentes — coceira, ardência, bolhas ou irritação — a mulher deve procurar um oftalmologista.
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Postado por Rafaela Melo, no dia 23/11/2025 - 10:40