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Saúde


Hospital e Maternidade São José se torna referência na captação de córneas mesmo após “coração parado”

O feito representa um salto na esperança para aqueles que aguardam por um transplante



Foto: Divulgação


A conquista é resultado de um trabalho intensivo da comissão intra-hospitalar de doação de órgãos e tecidos para transplante


O Hospital e Maternidade São José (HMSJ) alcançou um marco significativo na área da saúde. A Instituição se estabelece como um centro de referência na captação de córneas, inclusive de casos de coração parado, o que difere da doação da maioria dos órgãos sólidos (como coração, rins e fígado), que requerem o diagnóstico de morte encefálica.  Esse avanço tecnológico e de procedimento permite uma maior agilidade no processo e contribui diretamente para a redução das longas filas de espera por transplantes no estado.

A conquista é resultado de um trabalho intensivo da comissão intra-hospitalar de doação de órgãos e tecidos para transplante ( CIHDOTT) da instituição, que implementou protocolos avançados e capacitou equipe de enfermagem e médicos para a realização dos procedimentos de captação nessas condições.

O feito representa um salto na esperança para aqueles que aguardam por um transplante. Em casos de doadores com coração parado, o procedimento só poderia ser realizado, anteriormente, em cidades de grande porte, o que tornava o processo mais complexo devido ao tempo de deslocamento. O procedimento deve ser feito em até seis horas após o óbito e com a equipe presente no hospital, a abordagem ocorre de forma mais rápida, com mais chance de aceitação da família e realização em tempo hábil.

Tradicionalmente, a captação de órgão como coração, rins e fígado está associada a pacientes com diagnostico de morte encefálica, onde o coração ainda bate artificialmente. No entanto, para as córneas é possível realizar a captação mesmo após a parada cardíaca, desde que o procedimento ocorra em um curto espaço de tempo, e que o paciente tenha os critérios exigidos pelo Ministério da Saúde e a autorização familiar. Crucial, também, para o sucesso da captação e da doação, é conversar a respeito com os familiares e deixar clara a vontade de ser um doador.  Atualmente, a fila de espera por transplante de córnea no Brasil, possui 33.751 pessoas, sendo a maioria, formada por mulheres que contabilizam 18.804 pacientes aguardando, enquanto os homens somam 14.967.

 

 




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Postado por Rafaela Melo, no dia 21/11/2025 - 09:56


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