Foto: P. de Souza
Os pescadores devem respeitar a Piracema
P. de Souza
Repórter e pescador inveterado
O período de defeso nas bacias hidrográficas do estado de Minas Gerais começou neste sábado, dia 1º. Isso quer dizer que não dá para dar anzoladas nos rios que cortam o estado. Nunca é demais lembrar que a temporada foi uma das mais prósperas dos últimos 30 anos no estado, principalmente em rios tradicionais, como o Paracatu, São Francisco, Urucuia, Grande e afluentes. Na nossa região, as boas anzoladas aconteceram nos rios Piranga, Guarará, Manso, Paraopeba, São João e seus afluentes, prósperos em lambaris do rabo vermelho, piaus três pintas, curimbas, piaus verdadeiros, piabas, timburés, mandis, carás dourados, traíras e muitas outras espécies.
Cursos d’água como o Córrego dos Veados, Estiva, Jorginho, Jorjão, Indaiá, Bambuí, entre outros, receberam muitos pescadores de Lafaiete desde o mês de março, quando a temporada de pesca foi aberta. Anzoleiros entrevistados pela coluna confirmaram o boom das pescarias em 2025 e disseram que as chuvas e o respeito à piracema podem explicar o fenômeno da multiplicação dos cardumes. Este ano, segundo eles, choveu tanto quanto o mesmo período do ano passado, o que também ajudou na temporada de pesca.
Migração
A piracema, palavra de origem tupi, significa “subida ou saída dos peixes”, e é o período no qual ocorre o movimento de várias espécies de peixes em direção às cabeceiras dos rios com o objetivo de continuarem o ciclo reprodutivo. Estes peixes são conhecidos como migradores, como o dourado, surubim, curimatã e tantos outros. Os peixes migradores são as espécies mais conhecidas e valorizadas na pesca profissional e amadora do país, devido à importância na alimentação humana.
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Postado por Rafaela Melo, no dia 02/11/2025 - 12:00