Foto: Divulgação
José Geraldo Gagé, Evaldo Torresmo, Marcelo Júnior e Piteira
P. de Souza
Repórter e pescador inveterado
Anzolada hoje, anzolada amanhã e também depois. Este foi o lema da pescaria da turma do Toninho Piteira, da Uirapuru Pesca, entre os dias 2 e 8 de junho, em um rancho nas barrancas do belo, piscoso e caudaloso rio Urucuia. Distante 765 km de Lafaiete, o local fica a 15 km da cidade de mesmo nome, no Norte de Minas Gerais, e é carregado de simbolismo. Foi lá, por exemplo, que o imortal João Guimarães Rosa dedicou dois capítulos do clássico “Grande Sertão Veredas”, para contar a história de Riobaldo, um ex-jagunço, que relembra sua vida, marcada por guerras, amor por Diadorim, e suas profundas reflexões sobre a existência e a condição humana.
Inspirados pela obra prima de Rosa, Piteira e seu grupo, formado pelos companheiros Marcelo Júnior, Evaldo Torresmo e José Geraldo Gagé, praticaram a pesca esportiva para cima e para baixo do rancho, onde puderam curtir as ações e fisgar peixes dos mais diversos; do famoso caranha, passando pelos piaus verdadeiros, matrinxã, curimbas até chegar nas corvinas. A grande maioria dos exemplares foi devidamente devolvida a seu habitat natural, assim como no livro mais conhecido de Guimarães Rosa.
Outro ponto em comum entre a pescaria de Antônio e a obra de Rosa se dá em relação aos amigos e companheiros. Eles seguiram à risca os ensinamentos de Rosa, em especial quando ele se referia aos parceiros: “Amigo, para mim, é só isto: é a pessoa com quem a gente gosta de conversar, do igual o igual, desarmado”.
Piteira e sua turma, navegando no rio Urucuia
Você está lendo o maior jornal do Alto Paraopeba e um dos maiores do interior de Minas!
Leia e Assine: (31)3763-5987 | (31)98272-3383
Postado por Maria Teresa, no dia 20/07/2025 - 20:47