Foto: P. de Souza
O local escolhido para a pescaria no Xopotó foi acima da ponte de ferro, num lugar cheio de pedras e remansos
P. de Souza
Repórter e pescador inveterado
Na semana passada, estivemos, junto com outros familiares, na cidade de Cipotânea, para as festividades de um casamento de amigos. Na oportunidade, aproveitamos a ocasião, para dar uma anzolada no rio Xopotó, que banha o município, na tentativa de capturar (e soltar) as famosas piabas – peixe da família do piau, com coloração avermelhada e muito brigador – comum na bacia do belo rio.
Antes de comentar sobre a pescaria, é preciso falar um pouco sobre o Xopotó, rio que nasce no município de Desterro do Melo, segue para o Alto Rio Doce e banha as cidades de Cipotânea, Brás Pires e Presidente Bernardes, onde finalmente encontra o caudaloso Piranga, formador do rio Doce. Da nascente à foz, o Xopotó serpenteia por cerca de 100 km, com matas intactas, cachoeiras e remansos de fazer inveja aos aventureiros.
Sobre a pescaria, visitamos um pesqueiro acima da famosa ponte de ferro, na zona rural de Cipotânea e usamos massa e mandioca para tentar as brigadoras piabas. Para nossa infelicidade, no dia 8 de junho, data da rápida pescaria, choveu forte na região. O resultado foi que a água sujou um pouco, prejudicando a anzolada. Com isso, ocorreram poucas ações e nenhum exemplar foi capturado para que pelo menos uma foto fosse tirada.
O saldo da viagem foi positivo, haja vista, que além do casamento, pudemos conhecer mais o município, sua história e o belo rio, que apesar de maltratado por esgoto in natura de todas as cidades banhadas, continua resistindo aos ataques e oferece diversão, peixes e reflexões sobre a importância da água e da natureza para a sobrevivência humana.
O Xopotó, maior afluente da margem direita do rio Piranga, precisa e deve ser preservado. Em suas margens já viveram tribos indígenas, agricultores e atualmente é habitat de inúmeras espécies da fauna e flora silvestres. O poder público e os ativistas ambientais da região precisam se unir para recuperar, preservar e cuidar desse curso d’água, considerado um dos mais importantes do interior de Minas.
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Postado por Maria Teresa, no dia 22/06/2025 - 09:00