Tempo em Lafaiete: Hoje: 31° - 14° Agora: 29° Sexta, 06 de Março de 2026
Déa Oliveira


Em Minas Gerais, Estatuto das Doenças Raras garante direitos e fortalece a rede de cuidado



Minas Gerais deu um passo decisivo ao instituir o Estatuto da Pessoa com Doença Rara: uma legislação que reconhece, oficialmente, a urgência de olhar para essas condições com mais responsabilidade, respeito e estrutura. Para quem vive a realidade das doenças raras, a dor não está apenas nos sintomas. Ela também reside na demora para o diagnóstico, na dificuldade de encontrar especialistas, na falta de informação e no peso emocional que recai sobre pacientes e famílias. O Estatuto nasce com a proposta de garantir direitos e orientar políticas públicas no estado, reforçando princípios como atendimento integral, diagnóstico precoce, acesso a tratamentos e acompanhamento multiprofissional.

Na prática, ele representa um marco importante, porque valida uma verdade que os raros já conhecem: não é possível falar de saúde com equidade enquanto milhares de pessoas continuam invisíveis dentro do sistema. Além do cuidado clínico, a lei também fortalece a ideia de inclusão social, acolhimento e combate ao preconceito. Doenças raras não podem ser tratadas como “casos isolados”, mas como uma demanda coletiva que exige rede, capacitação de profissionais e continuidade no cuidado, especialmente fora dos grandes centros urbanos. Mais do que um documento, o Estatuto é um chamado para transformar intenções em ações concretas. Ele aponta o caminho, mas a efetividade dependerá de implementação real, investimento e articulação entre governos, serviços de saúde e sociedade civil. Em Minas, o raro começa a ganhar voz, e essa conquista precisa se tornar presença, acesso e dignidade — todos os dias.



Você está lendo o maior jornal do Alto Paraopeba e um dos maiores do interior de Minas!
Leia e Assine: (31)3763-5987 | (31)98272-3383


Escrito por Déa Oliveira, no dia 11/02/2026

Psicóloga


Psicóloga


Comente esta Coluna