Comunidade


Adolescente destaca importância do uso da linguagem de sinais



Apesar de não ter nenhuma deficiência auditiva, a jovem Maria Rita de Andrade Coelho, 14 anos, tem se notabilizado pelo talento com a linguagem dos sinais. A estudante da escola Geraldo Bittencourt começou a se interessar por Libras ainda aos 11 anos, quando estudava na escola Meridional. O convite partiu da professora Deise Dias Rocha, que era intérprete de Libras na escola e montou um horário extra para passar esses ensinamentos aos alunos que tivessem interesse.

Desde então, Maria Rita tem buscado utilizar o aprendizado em diversas atividades. Ela montou um coral de libras com 18 coristas, especialmente, para uma aluna que era deficiente auditiva. “Muitas pessoas não sabem, que o surdo, mesmo usando o aparelho, não consegue captar totalmente o som de uma música, porque o vento, os ruídos e vozes provocam interferências. Só por meio da linguagem dos sinais e feição facial de um intérprete que ele poderá entender”, explica. Segundo a jovem, as pessoas devem se conscientizar de que os surdos precisam se comunicar e é de fundamental importância a presença de um intérprete nos bancos, hospitais, escolas, comércios, e em repartições públicas. “A lei que ampara o surdo foi implantada em 24 de abril de 2002, só que, infelizmente, nem sempre ela é respeitada. Saber libras é importante para ser útil aos surdos. Eu me apaixonei por essa linguagem, já fiz vários serviços voluntários interpretando o Hino Nacional em eventos e cerimônias do município, como abertura oficial do desfile de 7 de Setembro da cidade”, disse.

Maria Rita afirma que seu grande sonho é se formar em Libras. “Tenho muita dificuldade em me inscrever em cursos, porque, na maioria das vezes, é para maiores de 18 anos ou para funcionários do município e da área da Educação e eu tenho apenas 14 anos. Tive o prazer de participar de um curso ministrado pela Uni­versidade Federal de Ouro Preto. Agradeço aos amigos que ajudaram a convencer os responsáveis pelo curso a aceitarem a minha inscrição. Gos­taria que houvesse mais oportunidades para os interessados a aprender essa linguagem muito importante na sociedade”, comentou.

Grande incentivadora da filha, a cabeleireira, Marilândia Alves de Andrade, 49, reforçou o pedido para que haja mais cursos destinados a voluntários. “Enfrentamos algumas dificuldades porque quando aparece algum curso, ela não é aceita pela idade e por não estar atuando na área de educação. A Maria Rita faz esse serviço voluntário. Ela faz de coração e é apaixonada pela linguagem dos surdos.

Quem quiser saber mais sobre o trabalho de Maria Rita, acesse sua página no facebook: Maria Rita-Libras. A jovem agradece a equipe do Jornal CORREIO por divulgar seu trabalho.

 




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Escrito por Rafaela Melo, no dia 06/10/2015


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