Saúde


Médico de Lafaiete consegue evitar amputação de dedo necrosado de paciente

Procedimento foi realizado por especialista em mãos, Leonardo Adami; Hospital e Maternidade São José é referência em ortopedia do SUS


A decisão humana de um médico do Hospital e Maternidade São José conseguiu impedir que uma paciente de 27 anos tivesse seu dedo amputado. Em maio, Danúbia Diocleciana de Paula sentiu uma forte dor no polegar direito e chegou a ir à Policlínica e a outro profissional, mas o tratamento não surtiu efeito. A situação se agravou e a jovem teve uma necrose no polegar – parte responsável por 40% a 50% da funcionalidade da mão. Foi quando ela foi encaminhada ao HMSJ e, por sorte, atendida pelo médico ortopedista e traumatologista Leonardo Antunes Marques Adami, que é especialista em mãos.
O diagnóstico foi rápido e preciso: uma infecção, denominada paroníquea, havia acometido toda a parte distal (ou polpa digital) do polegar, onde se faz a pega do dedo – inclusive com acometimento ósseo. Para evitar que ela tivesse seu dedo amputado, a escolha de Leonardo Adami foi pela cirurgia: “Pode se dizer que o dedo dela teve uma necrose. Nessa fase, tivemos que fazer um retalho para conseguir reconstruir o dedo. Soltamos toda a polpa e avançamos para cobrir a ponta do dedo e evitar a perda da função do polegar. Foi feito o procedimento denominado ‘reconstrução de falange com retalho homodigital’ – retalho em que se preservam as artérias e nervos do próprio dedo e se reconstrói a ponta da falange”, detalha.
Esse procedimento bem específico, feito, na maioria das vezes, por cirurgiões de mão, sejam eles ortopedistas ou cirurgiões plásticos, evitou a amputação do polegar. “Tudo foi preservado. Mas acredito que se ela não conseguisse chegar a um serviço especializado, o diagnóstico teria sido a amputação da falange distal do dedo. O tratamento ficou muito bom. Hoje, ela praticamente está com toda a função normal do dedo. E do ponto de vista estético, olhando, você não percebe que ela teve essa lesão grave. A sensibilidade também foi preservada”, acrescenta.
E o resultado foi aprovado pela paciente: “Quando me falaram que iam amputar meu dedo, fiquei com medo, nervosa, ansiosa, não sei nem explicar o que se passou na minha cabeça. Agora eu fico mais aliviada, mas ainda com um trauma. O doutor Leonardo foi ótimo, ele salvou meu dedo”, comemora Danúbia.

Origem do problema

Conforme explica o ortopedista cirurgião de mão, Leonardo Adami, a infecção que acometeu a paciente pode acontecer com qualquer um após manipular terra ou mesmo ter contato com algum ambiente contaminado. Também é muito comum ao fazer as unhas, tirando cutículas. “Esse tipo de bactéria se pega no dia a dia. É comum, então. Por isso, é importante sempre lavar as mãos e esterilizar sempre os materiais que são usados para manicure”, alerta.
E é exatamente por isso que esse tipo de problema não deve ser subestimado. “As pessoas não acreditam muito na infecção de mão. Tomem cuidado, pois elas podem evoluir muito rápido e os danos e perdas das funções são graves”, acrescenta. Em caso de acometimento grande e dor muito intensa, a orientação é procurar um médico o mais rápido possível para iniciar um tratamento adequado.
Outro ponto fundamental para o excelente resultado foi a estrutura oferecida pelo HMSJ: “O procedimento foi feito no Hospital São José pelo SUS. Ela conseguiu chegar a um hospital que tem toda uma equipe especializada e pôde contar com um tratamento adequado. Infelizmente, isso no Brasil é raro. Temos apenas um médico de plantão na ortopedia pelo SUS para atendermos cerca de 200 mil habitantes, de Lafaiete e região. É difícil chegar até aqui e às vezes, quando chega, também não depende só do nosso atendimento. Há pacientes que dependem de materiais que o SUS não disponibiliza no nosso serviço”, finaliza.

 

Serviço

Leonardo Antunes Marques Adami
Médico ortopedista, especialista em cirurgia da mão - equipe de Ortopedia e traumatologia do Hospital e Maternidade São José - CRMMG 39676 - RQE 16810 - RQE 19834
Rua Dom Pedro, 1.340, São Sebastião
Telefone: (31) 3769-6964




Você está lendo o maior jornal do Alto Paraopeba e um dos maiores do interior de Minas!
Leia e Assine: (31)3763-5987 | (31)98272-3383


Escrito por Redação, no dia 28/08/2019


Comente esta Notícia