Região


Produtos artesanais do Pata da Loba, do distrito de Lobo Leite, podem ganhar maior visibilidade em Congonhas

Por meio da sustentabilidade oferecida pela oficina Crazy, artesãs exploram o mercado artesanal


No dia 7, a prefeitura de Congonhas, por meio da secretária municipal de Cultura, Miriam Palhares e do secretário de Desenvolvimento Econômico, Inovação e Tecnologia, Christian Souza Costa, visitou a Estação Ferroviária de Lobo Leite. Eles se prontificaram a buscar formas para que o grupo de artesãs da Pata da Loba consiga dar maior vazão a seus produtos, estando mais próximo dos turistas e da população. Desenvolvendo produtos artesanais, como bolsas, estojos e maletas, as artesãs tem a chance de expandir seu negócio por meio da oficina Crazy. A partir dela, são aproveitados retalhos dos produtos já confeccionados. Levando em conta o conceito de sustentabilidade, é possível uma venda mais imediata e ampla. Para realizar a oficina, o grupo também recebeu apoio da empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater). A atividade faz parte do Projeto Redes da Central de Cooperativas e Empreendimentos Solidários do Governo Federal (Unisol Brasil), que conta com recursos da Secretaria Nacional de Economia Solidária (Senaes).

A artista plástica, designer e oficineira de bordado e produto, Maria Júlia Mendes de Oliveira, explica o benefício da oficina Crazy para as artesãs: “Juntamos o bordado e a bainha aberta com os novos bordados no pontinho, formando bolsas, necessaires, porta lenços, produtos significativos com a marca de Lobo Leite que conciliam a criatividade com a funcionalidade. Tudo muito bem confeccionado, graças à costura criativa de Elenita Marota, que possui grande experiência nessa área. Os preços variam de R$ 15,00 a R$ 150,00, dessa forma, as artesãs têm uma nova fonte de geração de renda, em que o bordado contribui para o entrosamento social e vivência em grupo nas localidades. Posteriormente, podem até levar os produtos para cidades maiores, a feiras e conseguir uma renda diferenciada em cada família”.

Para a secretária de Cultura, Miriam Palhares, “é muito importante valorizar o artesanato do Pata da Loba, porque ele é uma referência de Congonhas, lembra a cidade pelos bordados que retratam a estação, igrejas, casarões e a comunidade de Lobo Leite. Então temos de ajudar essas mulheres que realizam um trabalho com muita dedicação e de grande valor.” Para o secretário de Desenvolvimento Econômico, Inovação e Tecnologia, Christian Souza Costa, o Pata da Loba precisa de um espaço próximo à área do Santuário de Congonhas. “O turista que visita a cidade é o cliente ideal para esse tipo de produto. Precisamos também desenvolver um turismo de experiência, em que o visitante vai até a comunidade, vivencia o processo de produção e conhece de perto as características do artesanato local”.

 




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Escrito por Redação, no dia 13/06/2019


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