Pesca


Temporada começou com abundância de peixes



A temporada de pesca foi retomada em fevereiro e já está fazendo a alegria dos pescadores de Lafaiete, Congonhas e Ouro Branco. Apesar da tragédia de Bruma­dinho, que além de ter vitimado várias pessoas, acabou com o rio Paraopeba, muitos afluentes do São Francisco estão propiciando emoções diversas. É o caso, por exemplo, dos rios Jorge, Jorginho e Jorjão, que ficam às margens da BR 262, entre as cidades de Moema e Luz. Além disso, a moçada apaixonada pela arte da pesca está indo também no famoso córrego dos Veados, em Dores do Indaiá, e nos rios Indaiá, São Marcos, Lambari e São João. Especialistas afirmam que a abundância de peixes, principalmente dos grandes piaus brancos e dos lambaris do rabo vermelho, se dá em função do grande volume de chuvas que tem caído nessas regiões, principalmente no Centro Oeste de Minas.
As represas do rio Paraopeba e do São Francisco, por exemplo, estão com capacidade acima de 70 por cento, como é o caso de Três Marias, que atingiu nível superior em 2011, quando foi registrado o maior volume. Três Marias, por exemplo, chegou quase a míngua na grande seca de 2014 e 2015. Esses fenômenos tem propiciado o aumento de cardumes em praticamente todos os cursos d’água. Até mesmo o velho e bom rio Guarará, nas regiões de Santana dos Montes e Itaverava, tem sido pródigo e abundante nas espécies de chatinha, piabas, bagres e os conhecidos timburés. Recentemente, o colunista foi até esse curso de água e fisgou bons exemplares de piabas, há tempos sumidas do local.
O grande problema, entretanto, continua sendo os pescadores que pegam e matam os peixes além da conta. Trazem quilos e mais quilos de peixes, simplesmente pelo prazer de matar e distribuir para os amigos e vizinhos. Essa prática danosa precisa acabar e ser banida entre os amantes da pesca. Vamos pegar peixes apenas para nosso consumo e soltar os demais. Tem muita gente que precisa apreciar esse esporte que mobiliza pessoas e uma cadeia de investimentos. Ajudem-nos, caros leitores, na conscientização. Não podemos desistir.

P. de Souza
Repórter e pescador



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Escrito por Pesca, no dia 18/04/2019




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