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Polícia


Mãe acusada de matar cinco filhos vai a júri popular no Vale do Rio Doce

Justiça também atribui à ré tentativa de homicídio contra um bebê e ameaças a familiares e testemunhas



Foto: Divulgação/ TJMG


Decisão é da juíza Marina Souza Lopes Ventura Aricodemes, da Comarca de Timóteo

Nesta terça-feira, dia 27, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) divulgou a decisão que determina o julgamento de Gissele Rosângela de Oliveira por um júri popular. Ela é acusada de provocar a morte de cinco filhos e tentar matar uma sexta criança. A decisão foi proferida na quinta-feira, dia 22.

Segundo a denúncia do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), os crimes ocorreram em Jaguaraçu e Timóteo, no Vale do Rio Doce. De acordo com a investigação, a mulher considerava os filhos “um fardo”.

O primeiro caso foi registrado em setembro de 2007, quando Gissele teria tentado matar um bebê de quatro meses. A primeira morte ocorreu em outubro de 2010, e o caso mais recente envolvendo as crianças aconteceu em outubro de 2019.

As cinco vítimas são:

  • João Vitor de Oliveira Damasceno, de 2 anos, morreu em outubro de 2010 por asfixia decorrente da aspiração de conteúdo gástrico, depois de receber medicação sedativa.

  • Kauã Oliveira Damasceno, de 10 meses, morreu em novembro de 2010 por envenenamento.

  • Anna Júlia de Oliveira, de 1 ano, morreu em julho de 2019, após sofrer uma crise convulsiva provocada pelo excesso de sedativos.

  • Kaike Henrique de Oliveira, de 3 anos, morreu em outubro de 2019 por excesso de medicação.

  • Tiago Henrique de Souza Oliveira, de 2 anos, morreu em janeiro de 2023 por intoxicação por clonazepam.

A criança que sobreviveu tinha quatro meses quando sofreu insuficiência respiratória aguda. De acordo com a denúncia, a mãe colocou “Benzobem”, substância à base de benzoato de benzila, na mamadeira do bebê. A criança recebeu atendimento médico de emergência e sobreviveu.

Além das acusações relacionadas às mortes e à tentativa de homicídio, Gissele responderá por ameaças contra familiares e testemunhas que tentaram colaborar com as investigações. Durante o inquérito policial, a ré fugiu para Portugal. Ela foi extraditada para o Brasil em outubro de 2025.

Com informações do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).


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Postado por Maria Teresa, no dia 27/10/2026 - 19:49


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