Foto: Edmilson Dutra
Renzo Rinoldi teve sua trajetória contada no sétimo episódio do podcast Histórias em Primeira Pessoa, produzido pelo Jornal CORREIO
Nascido em 1948, em uma pequena vila da região da Emilia-Romagna, no norte da Itália, Renzo Rinoldi chegou ao Brasil em 1980, acompanhado da esposa e do primeiro filho, Matteo. A mudança marcou o início de uma trajetória empresarial que o levou ao setor de extração e beneficiamento da pedra-sabão, com estrutura instalada em Conselheiro Lafaiete.
Sua história foi contada no sétimo episódio do podcast Histórias em Primeira Pessoa, produzido pelo Jornal CORREIO e apresentado por Matheus Camargos. A oportunidade de vir para o Brasil surgiu por meio de um primo que dirigia uma empresa italiana de estruturas pré-moldadas em São Paulo.
Do comércio de pedras à descoberta da pedra-sabão
No Brasil, Rinoldi abriu uma empresa de exportação com a esposa. Começou comercializando selas artesanais produzidas em São Roque, no interior paulista, para o mercado italiano. Depois, passou a intermediar negócios com pedras naturais brasileiras e a importar mármores da Itália, Espanha, Portugal e Grécia.
A mudança de atividade começou após uma visita a uma feira do setor em Verona, na Itália, onde conheceu um comerciante interessado na pedra-sabão brasileira, utilizada na Alemanha, entre outras aplicações, em estruturas para aquecimento de ambientes. “Eu percebi que havia uma oportunidade de negócio e fui atrás de conhecer melhor esse material”, conta.
A escolha por Conselheiro Lafaiete
A decisão de instalar a empresa em Lafaiete considerou a logística e a estrutura necessária para a família. Inicialmente, parte da pedra era transportada para São Paulo para beneficiamento e comercialização. Com o aumento dos custos, o empresário buscou aproximar a estrutura produtiva das áreas de extração.
Após receber a oferta de um terreno no distrito industrial, Rinoldi iniciou a instalação do negócio, que cresceu ao longo dos anos. Segundo ele, o empreendimento possui entre 8 mil e 8,5 mil metros quadrados de área construída. A empresa também investiu em equipamentos para cortar blocos e produzir chapas de pedra-sabão.
Aplicações e mercado internacional
Embora seja conhecida pelas panelas e peças artesanais produzidas em cidades históricas mineiras, a pedra-sabão também tem aplicações na construção e na arquitetura. Segundo Rinoldi, características como baixa absorção, resistência a ácidos e tolerância ao contato com recipientes quentes favorecem seu uso em bancadas e outros elementos. Na Europa, o material também é empregado em componentes para estruturas de aquecimento.
Persistência e compromisso com a equipe
Ao abordar os desafios do setor, Rinoldi relatou ter protocolado mais de 80 pedidos ou requerimentos relacionados a áreas de extração para garantir o fornecimento de matéria-prima. Também comentou os custos, os prazos e as exigências para regularizar as atividades, que considera mais complexos atualmente.
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Postado por Rafaela Melo, no dia 26/10/2026 - 13:42