Foto: Luiz Silveira/STF
Neste domingo, dia 25, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin determinou a prorrogação do horário de votação em todo o Brasil até as 19h, no horário de Brasília. A população pode votar, agora, até as 19h deste domingo.
A determinação foi tomada em resposta a uma reclamação apresentada pela coligação Brasil Pronto Pra Mais, da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O pedido mencionou as dificuldades na oferta de transporte público em Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas, na Bahia, e possíveis prejuízos ao deslocamento dos eleitores até os locais de votação.
Zanin afirmou que tomou conhecimento dos fatos às 16h32 e considerou urgente a adoção da medida. O ministro determinou que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cumprisse a extensão do horário em todas as seções eleitorais do país.
Campanha de Flávio Bolsonaro pede extensão da votação em Minas Gerais
A campanha do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) também recorreu ao TSE neste domingo e pediu a extensão da votação por duas horas em municípios de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul afetados por fortes chuvas. Em Minas Gerais, o pedido mencionou Belo Horizonte, Poços de Caldas e municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte que tivessem locais de votação sem energia elétrica.
No Rio Grande do Sul, a solicitação abrangeu São Borja, Itaqui e Uruguaiana, cidades atingidas pelas chuvas e pela cheia do rio Uruguai. A decisão de Zanin, no entanto, estabeleceu a prorrogação em âmbito nacional, estendendo o horário de votação até as 19h em todas as seções eleitorais do Brasil.
Pedidos alegam dificuldades em outros estados
Além da reclamação sobre os municípios baianos, a campanha de Lula apresentou solicitações para ampliar o horário de votação em outros estados. O pedido cita São Paulo, Alagoas, Pernambuco, Roraima, Piauí, Paraíba, Pará, Paraná e Rio de Janeiro, com relatos de redução da frota de ônibus, demora no transporte e dificuldades para chegar às seções eleitorais.
Em São Paulo, a petição registrou a circulação reduzida de ônibus, apesar de uma determinação judicial para manter 100% da frota na capital. Em Alagoas, os fatores foram falta de transporte complementar, filas superiores a uma hora e cobranças indevidas de passagens. Já em Pernambuco, eleitores teriam enfrentado dificuldades para utilizar a gratuidade nos ônibus intermunicipais.
Em Roraima, a campanha disse haver problemas no cumprimento de rotas destinadas ao transporte de comunidades indígenas. No Piauí, houve queixas sobre a redução da frota em Teresina. No Rio de Janeiro, foram mencionadas esperas prolongadas e redução da frota em Petrópolis e São Gonçalo. No Pará, o documento citou dificuldades de deslocamento na região do Marajó.
A coligação também pediu providências às autoridades policiais, como a Polícia Federal, para responsabilizar pessoas que eventualmente dificultassem o exercício do voto. Outra solicitação da Federação Brasil da Esperança foi para que os juízos eleitorais distribuíssem senhas, às 17h, aos eleitores que ainda estivessem nas filas, inclusive nas áreas externas dos locais de votação.
Com informações do G1.
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Postado por Maria Teresa, no dia 25/10/2026 - 17:49