A sífilis voltou a chamar atenção entre as infecções sexualmente transmissíveis. Em Conselheiro Lafaiete, foram registrados 405 casos de sífilis adquirida na faixa etária de 20 a 39 anos até 5 de agosto de 2026. Nos anos anteriores, foram 397 registros em 2023, 444 em 2024 e 598 em 2025. Os números de 2026 são parciais e não podem ser comparados diretamente com os anos completos.
Na mesma faixa etária, Ouro Branco contabilizou 168 casos em 2023, 155 em 2024, 140 em 2025 e 60 até 5 de agosto de 2026. Em Congonhas, foram 98 registros em 2023, 73 em 2024, 144 em 2025 e 78 no período de 2026. Os dados foram apresentados por município e correspondem à sífilis adquirida.
A doença é causada pela bactéria Treponema pallidum e pode evoluir em diferentes estágios. Na fase primária, pode surgir uma ferida geralmente indolor no local de entrada da bactéria; na secundária, são comuns manchas pelo corpo, inclusive nas mãos e nos pés. Sem tratamento, a infecção pode permanecer em fase latente e, posteriormente, atingir os sistemas cardiovascular e nervoso, além da pele e dos ossos.
A transmissão ocorre principalmente por relações sexuais sem preservativo. O uso regular de proteção é uma das principais formas de prevenção. A testagem também é importante, já que a infecção pode não apresentar sintomas. O teste rápido está disponível gratuitamente no SUS, e o resultado pode ser obtido em até 30 minutos.
A sífilis tem cura, e o tratamento é oferecido pelo SUS, com a penicilina benzatina como medicamento de escolha. Pessoas diagnosticadas devem seguir a orientação da equipe de saúde, assim como suas parcerias sexuais, quando indicado, para evitar novas infecções.
Centro de Promoção da Saúde
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