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Saúde


Alterações hormonais e perda de massa muscular influenciam o peso após os 40 anos, explica nutricionista

Composição corporal, hábitos cotidianos, descanso e alimentação estão entre os fatores que podem interferir durante a meia-idade



Foto: Arquivo Jornal CORREIO


 

Para muitas mulheres, perder peso pode se tornar mais desafiador a partir da meia-idade. Isso não está relacionado simplesmente à ideia de que o metabolismo “para de funcionar”. Com o passar dos anos, diferentes fatores podem interferir na composição corporal e na manutenção dos resultados.

De acordo com a nutricionista Amanda Oliveira, especialista em Nutrição Clínica e Esportiva Funcional, uma ocorrência comum durante o envelhecimento é a redução gradual da massa muscular. Paralelamente, o cotidiano pode ficar menos ativo, enquanto carga de trabalho, estresse, descanso e hábitos alimentares também passam por modificações. A combinação desses elementos pode favorecer o ganho de peso.
Outro ponto relevante é a perimenopausa e a menopausa, fases marcadas por transformações hormonais. A redução dos níveis de estrogênio está associada à redistribuição da gordura, com maior tendência ao acúmulo na região abdominal.
Esse período pode ainda vir acompanhado de alterações na temperatura corporal, no humor e na composição física. Amanda Oliveira ressalta que isso não significa que emagrecer depois dos 40, 50 ou 60 anos seja impossível. Segundo ela, as estratégias podem precisar de ajustes conforme as características do organismo e do cotidiano.
“Nessa fase, alguns cuidados ganham importância, como garantir uma ingestão adequada de proteínas, realizar treinamento de força, manter uma alimentação de qualidade, cuidar do sono e buscar acompanhamento profissional quando necessário”, explica.

Pequenas práticas podem fazer diferença
Mais do que recorrer a dietas da moda, algumas atitudes podem ajudar na construção de hábitos equilibrados e sustentáveis. 
Planejar as refeições: deixar opções nutritivas disponíveis pode reduzir a necessidade de decidir o que comer de última hora.
Priorizar proteínas e fibras: incluir boas fontes de proteína, vegetais, frutas, feijões e cereais integrais tende a aumentar a sensação de saciedade.
Comer com atenção: reduzir distrações durante as refeições e perceber os sinais de fome e saciedade pode favorecer uma relação mais consciente com a comida.
Manter a hidratação: a água deve ser a principal bebida consumida ao longo do dia.
Evitar o pensamento “8 ou 80”: comer algo mais calórico em determinado momento não significa que todo o planejamento tenha sido perdido.
Observar as porções: mesmo alimentos nutritivos podem contribuir para um consumo energético excessivo quando ingeridos em grandes quantidades.
Ter regularidade: horários definidos e uma organização mínima das refeições podem facilitar a continuidade dos hábitos.

Emagrecimento precisa caber na vida real
Segundo a nutricionista, a perda de peso não depende apenas de força de vontade. Aspectos biológicos, psicológicos, sociais e ambientais também participam dessa trajetória.
“Por isso, uma estratégia de emagrecimento deve olhar para a pessoa de maneira integral. Alimentação de qualidade, atividade física, sono adequado e saúde mental fazem parte de um mesmo conjunto de cuidados”, detalha.
Outro ponto destacado é que o peso corporal, isoladamente, não determina a condição de saúde. Pressão arterial, glicemia, colesterol, condicionamento físico, força, qualidade do descanso, saúde mental e qualidade de vida também devem ser consideradas.
“O acompanhamento individualizado com profissionais habilitados, como médico, nutricionista, psicólogo e profissional de educação física, quando indicado, pode auxiliar na identificação das necessidades de cada pessoa e na definição de metas realistas e seguras”, reforça.
No fim, os resultados não precisam ser avaliados apenas pela velocidade. Uma abordagem sustentável busca melhorar a saúde sem transformar a alimentação, a atividade física ou a relação com o próprio corpo em uma fonte permanente de sofrimento.


Amanda Oliveira
Nutricionista, especialista em Nutrição Clínica e Esportiva Funcional
Contatos: (31) 3721-1007 | (31) 9 9799-8600 | (31) 9 9284-2063




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Postado por Rafaela Melo, no dia 26/09/2026 - 09:38


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