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Política


Editorial: Lafaiete clama por um choque de ordem



Foto: arquivo Jornal CORREIO



O governo Leandro Chagas assumiu, em janeiro de 2025, propondo mudanças de postura, de gestão e apresentou à população um jeito novo de administrar o município, focado no ser humano e em suas demandas sociais. Passados um ano e sete meses da posse, algumas conquistas saltaram aos olhos e precisam, de fato, serem comemoradas. No entanto, ainda falta muito, se levarmos em consideração a bagunça generalizada que se perpetua no centro da cidade e ruas adjacentes.

Uma das propostas fundamentais do plano de governo do atual prefeito foi a de recuperar a qualidade de vida de Lafaiete, que num passado longínquo chegou a ser referência em Minas Gerais. Retomar esse protagonismo não só foi um dos motes da campanha como, sobretudo, guiou os passos do governo nos primeiros meses de administração. Noves fora o asfaltamento de dezenas de ruas, que se encontravam em estado deplorável, e melhorias consideráveis nas áreas da saúde e educação, e agora, precisamos avançar no campo social, sob pena de perder o que já foi feito. Nossa cidade é uma das poucas de Minas, onde o cidadão consegue montar o seu negócio em qualquer local, a qualquer hora do dia, sem que ninguém o perturbe ou o incomode. Em função dessa tolerância do poder público, o número de camelôs, barracas e trailers que vendem de tudo se multiplicou no centro e ruas adjacentes. Essa situação acaba por desestimular quem paga aluguéis, gera empregos formais e paga impostos de toda a ordem. Nada contra as pessoas que querem empreender e montar seu próprio negócio, mas a ocupação dos espaços públicos precisa ter regras, contrapartidas e ser transparente.

Quando não há regras e nem tampouco transparência, ninguém respeita ninguém e vale a lei do mais forte e do salve-se quem puder. O questionamento em torno da leniência da prefeitura em coibir tais abusos se dá em função da proposta maior da administração, que é a de colocar ordem na casa, dando espaço igual para todos. A proposta de privatização da rodoviária é um caminho e pode ser usada como modelo para outras parcerias público-privadas na cidade. É notório, portanto, a urgência do governo Leandro Chagas em resolver essas demandas, que impactam sobremaneira o dia a dia do povo lafaietense. Quando a impunidade e a leniência caminham juntas, o resultado é toda sorte de desrespeito, desacato, insolência, descortesia, desconsideração e ofensa de toda parte. Ou seja, as pessoas se sentem no direito de também cometerem deslizes e irresponsabilidades. Confiamos na administração do prefeito Leandro Chagas, mas precisamos que Lafaiete passe, o mais breve possível, por um choque de ordem, valorizando direitos, deveres, respeito e cidadania.




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Postado por Sônia da Conceição Santos, no dia 22/08/2026 - 11:53


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