Foto: Divulgação
Chegada ao Santuário de Aparecida: momento mais marcante da viagem
Na manhã do dia 14 de maio, às 6h30, quatro amigos ciclistas se reuniram na Praça do Cavalo, no bairro Santa Matilde, na região sul da cidade, para iniciar uma aventura marcada pela fé, perseverança e união. O destino escolhido foi o Santuário Nacional de Aparecida, em São Paulo.Mais do que alcançar o local de peregrinação, os participantes assumiram um objetivo ainda mais ousado: completar todo o percurso de ida e volta pedalando, demonstrando preparo e determinação após os 60 anos de idade.
A viagem terminou no dia 22 de maio, somando 905 quilômetros. Faziam parte da equipe Leonardo Cougo, Rômulo Sampaio Santiago Filho, Waldir Guedes Amarildo Mapa Form, ainda no segundo dia, Amarildo sofreu uma lesão no joelho e precisou deixar a expedição.A iniciativa nasceu da vontade de Leonardo Cougo de encarar uma nova meta. Conhecedor do trecho, ele já havia realizado o caminho até Aparecida pela Estrada Real, no Caminho Velho, mas retornava de carro.
Dessa vez, decidiu cumprir toda a trajetória sobre a bicicleta e convidou os companheiros para viver a experiência."Já tinha feito o caminho até Aparecida outras vezes, mas sempre retornando de carro. Dessa vez queria viver a experiência completa, pedalando na ida e na volta. Foi um desafio grande, mas também uma das viagens mais especiais que já fiz", relatou Leonardo. Leonardo nunca imaginou que vou guardar para sempre", afirmou Rômulo.
A preparação incluiu treinos regulares três vezes por semana, além de musculação. Segundo os ciclistas, porém, a capacidade para concluir uma aventura dessa dimensão depende também de disciplina, foco e força mental.Durante o percurso, hidratação constante, alimentação balanceada e saídas ainda de madrugada fizeram parte da rotina. Em média, eram percorridos cerca de 100 quilômetros por dia, equivalente a sete ou oito horas de atividade. Proteínas e carboidratos compunham o cardápio."A cada subida difícil vinha à mente de continuar. O companheirismo do grupo fez toda a diferença.
Quando um estava mais cansado, o outro incentivava. Isso tornou a experiência ainda mais bonita", destacou Waldir Guedes.Entre os momentos mais marcantes ficaram a chegada ao Santuário de Aparecida e, dias depois, o retorno à Praça do Cavalo, em Conselheiro Lafaiete, onde a aventura teve início."Quando avistamos o Santuário, a emoção tomou conta. Foram dias de esforço, superação e fé. É um momento que não dá para descrever, só vivendo para entender", recordou Leonardo.
A volta para a casa em Lafaiete
"A chegada à Praça do Cavalo foi tão emocionante quanto a chegada a Aparecida. Encontrar familiares e amigos esperando por nós fez tudo valer a pena", acrescentou Rômulo. "Depois dos 60 anos, aprendemos que sempre é possível sonhar, traçar metas e viver novas experiências. O segredo é manter a fé, a disciplina e a vontade de seguir em frente", ressaltou Waldir.
"Muita gente acha que precisa ter o melhor bicicleta ou ser atleta para pedalar. Não é assim. O mais importante é dar o primeiro passo e respeitar seus limites. A bicicleta transforma e promove qualidade de vida", concluiu Leonardo.
A experiência reforça uma lição simples: nunca é tarde para recomeçar. Pedalar, caminhar, correr, nadar ou dançar. O essencial é manter-se ativo, cuidar da saúde e aproveitar cada oportunidade que a vida oferece.
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Postado por Rafaela Melo, no dia 13/06/2026 - 19:20