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Um estudo internacional publicado na revista científica Alzheimer's & Dementia acendeu um alerta sobre os impactos dos alimentos ultraprocessados na saúde cerebral. A pesquisa analisou mais de 2 mil australianos entre 40 e 70 anos.
Os resultados apontaram que aumentar em apenas 10% o consumo diário de ultraprocessados, quantidade comparável a um pequeno pacote de batatas fritas por dia, já pode elevar o risco de demência. A condição é crônica e afeta funções cerebrais importantes, como memória, raciocínio, linguagem e comportamento.
Além disso, os impactos foram observados até mesmo entre pessoas que mantinham uma alimentação considerada saudável, rica em vegetais. Em janeiro de 2025, outro estudo da Harvard Medical School também identificou resultados semelhantes: o aumento de 10% no consumo de ultraprocessados elevou em 16% o risco de comprometimento cognitivo.
O que são alimentos ultraprocessados?
Os alimentos ultraprocessados passam por processos industriais intensos e costumam conter ingredientes artificiais, como corantes, aromatizantes, emulsificantes e realçadores de sabor. Dessa maneira, acabam perdendo nutrientes importantes e adquirindo características que podem impactar negativamente o organismo, inclusive a saúde do cérebro.
Segundo o Guia Alimentar para a População Brasileira, esses produtos são formulações industriais feitas majoritariamente de substâncias extraídas de alimentos ou sintetizadas em laboratório. Entre os exemplos mais comuns estão refrigerantes, salgadinhos, bolachas recheadas, embutidos, macarrão instantâneo e doces industrializados.
Uma forma prática de identificar ultraprocessados é observar a lista de ingredientes presente nos rótulos. Em geral, quanto maior a quantidade de componentes e mais desconhecidos forem os nomes descritos, maior a chance de o produto pertencer a essa categoria.
Além disso, esses alimentos frequentemente substituem preparações caseiras e alimentos in natura ou minimamente processados, como frutas, verduras, leite e grãos. Como consequência, o padrão alimentar tende a perder qualidade nutricional ao longo do tempo.
Ultraprocessados afetam diferentes partes do organismo
Os impactos dos ultraprocessados não se limitam ao cérebro. O tema também mobiliza áreas como nutrição e odontologia, já que o consumo excessivo desses produtos está associado a diversos problemas de saúde.
Segundo o Ministério da Saúde, alimentos ricos em açúcares e ultraprocessados, como balas, chicletes, salgadinhos e bolachas recheadas, podem favorecer o desenvolvimento de doenças bucais, especialmente a cárie dentária.
Diante desse cenário, reduzir o consumo de ultraprocessados e priorizar alimentos frescos pode trazer benefícios não apenas para o cérebro, mas para o funcionamento do organismo como um todo.
Alimentação equilibrada ajuda a proteger o organismo
Segundo o Ministério da Saúde, uma alimentação saudável deve ser baseada em variedade, equilíbrio e moderação. Na prática, isso significa consumir diferentes grupos alimentares e priorizar alimentos frescos, ricos em vitaminas, minerais e fibras.
Frutas, legumes e verduras de diferentes cores ajudam a fornecer nutrientes importantes para o organismo. Vegetais verde-escuros, por exemplo, são fontes de ferro, enquanto alimentos amarelos e alaranjados costumam conter vitamina A.
Além disso, grupos como cereais, leite, carnes, ovos e feijões também desempenham funções importantes, desde o fornecimento de energia até a manutenção dos tecidos do corpo.
No entanto, manter uma alimentação equilibrada nem sempre é simples. Os ultraprocessados ocupam cada vez mais espaço na rotina alimentar. Isso acontece porque esses produtos são desenvolvidos para serem práticos, duráveis e altamente palatáveis, o que favorece o consumo frequente.
Ao mesmo tempo, fatores econômicos, culturais e ligados ao estilo de vida também influenciam esse cenário. Em meio à correria do dia a dia, os ultraprocessados muitas vezes acabam sendo vistos como opções mais rápidas e acessíveis.
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Postado por Maria Teresa, no dia 02/06/2026 - 15:15