Foto: Divulgação
Empreendedora mineira Stef Vratto é mãe solo de Miguel e Liz
Neste Dia das Mães, enquanto vitrines destacam presentes e promoções, uma questão importante ainda precisa de resposta: o que as mães realmente precisam para viver com dignidade, autonomia e segurança? A resposta passa longe da romantização e ganha voz na história da empreendedora mineira Stef Vratto, de 33 anos, mãe solo de Miguel, de 5, e Liz, de 1.
Para Stef, a maternidade é intensa e solitária. “Existe uma sobrecarga invisível. Não é só cuidar dos filhos, é tomar todas as decisões, sustentar a casa e ainda tentar dar conta de si mesma”, afirma. Sua realidade reflete a de mais de 11 milhões de lares chefiados por mães solo no Brasil, marcados por jornadas mais longas, menor renda e menos acesso a direitos básicos.
O problema, segundo ela, vai além dos números: a maternidade ainda não é considerada na estrutura das políticas públicas nem no mercado de trabalho. Um exemplo claro é o desencontro entre o horário das creches e o expediente profissional. “Isso exclui mães do mercado. Não é escolha, é impossibilidade logística”, explica.
O acesso ao cuidado também é um desafio. “Se eu adoecer, quem cuida deles? A gente vive no limite, sem o direito de passar mal”, desabafa. Como solução, Stef propõe espaços integrados de acolhimento, onde mães possam acessar serviços essenciais enquanto os filhos estão seguros. Mais do que assistência, ela defende dignidade. E provoca: empresas precisam enxergar a maternidade como parte da estrutura, não como obstáculo. Neste Dia das Mães, fica a pergunta: quem está cuidando de quem cuida?
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Postado por Rafaela Melo, no dia 08/05/2026 - 13:34