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Cultura


Sem financiamento, projeto que preserva violas de Queluz tenta manter tradição viva em Lafaiete

O projeto é estruturado em três frentes: formação de luthiers, formação de violeiros e educação patrimonial



Foto: Divulgação


A iniciativa nasceu a partir da articulação de Reinaldo Meireles com o luthier José Robert

O que começou como um encontro entre um luthier e pesquisadores virou hoje o principal esforço organizado para preservar uma tradição histórica de Lafaiete. Tradição essa, aliás, que corre risco de perder fôlego. O projeto é o Violas e Violeiros de Queluz, que atua no resgate, registro e transmissão dos saberes ligados à construção e à prática da viola, patrimônio cultural presente em famílias da região.

A iniciativa nasceu a partir da articulação de Reinaldo Meireles com o luthier José Robert e sua esposa Alcione Meireles. A partir daí, ganhou consistência com a entrada da historiadora Mau­ricéia Maia e do mestre luthier Reginaldo Ascenção. O trabalho passou a combinar pesquisa, formação e difusão cultural.

Estruturado em três frentes - formação de luthiers, formação de violeiros e educação patrimonial, o projeto promove atividades em escolas, encontros entre músicos e construtores, intercâmbios culturais e o registro técnico de modos tradicionais de produção das violas. Hoje, é a única iniciativa no município dedicada diretamente à sistematização desse conhecimento.

Os números ajudam a dimensionar o alcance: mais de 2 mil pessoas atendidas, dezenas de alunos formados, ações contínuas em escolas e um espaço cultural que já recebeu mais de mil visitantes. A Semana das Violas, um dos marcos da programação, reuniu diferentes gerações em torno da tradição.

Apesar do reconhecimento de instituições como o Iepha/MG, a Secretaria de Estado de Cultura e o Conselho Municipal de Patrimônio, o projeto enfrenta a falta de financiamento contínuo. Parte das atividades regulares foi interrompida, e o funcionamento atual depende de professores voluntários.  “A realização de ações estruturadas garante não apenas a valorização da viola, mas também a continuidade dos saberes e a formação de novas gerações”, afirma o coordenador Reinaldo Meireles.

A iniciativa segue aprovada na Lei Federal de Incentivo à Cultura, o que permite a captação via dedução fiscal, mas ainda busca empresas dispostas a garantir a continuidade de um trabalho que posiciona Lafaiete como referência na preservação da cultura da viola no Alto Paraopeba.

Como apoiar

A comunidade pode apoiar participando das atividades, visitando o Espaço Cultural José Robert e divulgando o projeto nas redes sociais, pelo Instagram @violasdequeluz. Empresas também podem apoiar por meio da Lei de Incentivo à Cultura.




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Postado por Maria Teresa, no dia 26/04/2026 - 16:15


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