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Saúde


Médico explica como diferenciar insolação, desidratação e exaustão térmica

A desidratação costuma ser o primeiro estágio de alerta, enquanto a insolação é a forma mais grave das doenças relacionadas ao calor



Foto: Freepik



As altas temperaturas típicas do verão elevam o risco de problemas relacionados ao calor, especialmente em crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas. Embora muitas vezes confundidas, insolação, desidratação e exaustão térmica são condições distintas e exigem atenção específica.

De acordo com o médico clínico geral da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, Dr. Thiago Piccirillo, os quadros estão diretamente ligados à exposição prolongada ao calor e à baixa ingestão de líquidos. “A desidratação ocorre quando o corpo perde mais líquidos do que recebe, comprometendo funções básicas”, explica o especialista.

Desidratação: sinais iniciais e risco de queda de pressão

A desidratação costuma ser o primeiro estágio de alerta. Entre os sintomas mais comuns estão sede intensa, boca seca, diminuição do volume urinário, tontura e fraqueza. Em casos mais acentuados, pode haver queda de pressão arterial.

Segundo o médico, “a perda excessiva de líquidos pode provocar tonturas e até desmaios, principalmente em dias muito quentes”. Ele reforça que a hidratação deve ser constante, mesmo sem sensação de sede.

Exaustão térmica: alerta intermediário

A exaustão térmica é um quadro mais grave que a desidratação simples. Ocorre quando o organismo já apresenta dificuldade em regular a própria temperatura. Os sintomas incluem suor excessivo, palidez, dor de cabeça, náuseas, mal-estar, cãibras e sensação de desmaio. 

A temperatura corporal pode estar elevada, mas geralmente abaixo de 40 °C. Nesses casos, a recomendação é interromper imediatamente a exposição ao sol, procurar um local fresco, ingerir líquidos e repousar. Caso não haja melhora rápida, é indicado buscar avaliação médica.

Insolação: emergência médica

A insolação é a forma mais grave das doenças relacionadas ao calor. Ela ocorre quando o corpo perde a capacidade de controlar a temperatura, que pode ultrapassar 40 °C. Diferentemente da exaustão térmica, pode haver redução ou ausência de suor.

Entre os sinais, estão pele quente e avermelhada, confusão mental, agitação, convulsões e até perda de consciência, o que configura emergência médica. “A insolação pode evoluir rapidamente e trazer riscos graves, sendo fundamental procurar atendimento imediato diante de sintomas neurológicos ou alteração do estado de consciência”, alerta Thiago.

Quando procurar atendimento

A busca por assistência médica é indicada quando há confusão mental ou desorientação, desmaios, temperatura corporal muito elevada, ou se os sintomas persistirem mesmo após repouso e hidratação.

 




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Postado por Maria Teresa, no dia 21/02/2026 - 19:42


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