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Região


Prefeitura de Congonhas confirma danos ambientais em minas da Vale e aplica mais de R$ 13 milhões em multas

Laudos técnicos apontam falhas em estruturas de contenção nas minas de Fábrica e Viga, com impactos em cursos d’água e rios da região



Foto: Divulgação Prefeitura de Congonhas


A Prefeitura de Congonhas,  divulgou na sexta-feira, dia 6, que concluiu análises técnicas sobre duas ocorrências ambientais registradas em janeiro de 2026 em áreas de mineração da Vale. De acordo com a administração municipal, os laudos apontaram danos ambientais significativos, como erosão, assoreamento, destruição de vegetação nativa, impactos à fauna e alteração da qualidade da água de córregos e rios da região.

As análises técnicas identificaram falhas em estruturas de contenção e no sistema de drenagem, que provocaram o carreamento de grandes volumes de água, lama e sedimentos. Entre os impactos constatados estão o assoreamento e a obstrução de cursos d’água, processos erosivos, destruição de vegetação nativa, prejuízos à fauna, alterações na coloração e na turbidez da água, além de danos ao solo e a áreas de acesso.

Os laudos indicam ainda que, em ambos os casos, os níveis de turbidez da água ultrapassaram os limites permitidos pela legislação ambiental vigente. Os resíduos atingiram córregos da região e tiveram reflexos em rios importantes, como o Maranhão e o Paraopeba, comprometendo a qualidade ambiental desses corpos hídricos.

Embora as chuvas intensas registradas no período tenham contribuído para os eventos, os documentos técnicos concluíram que a causa principal foi a insuficiência das estruturas de contenção e do controle técnico, caracterizando infração ambiental atribuída à atividade minerária.

Medidas imediatas e interdição recomendada
Diante das constatações, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas determinou que a Vale apresente e execute, de forma imediata, medidas de recuperação ambiental. Entre elas estão a elaboração e execução de plano de recuperação das áreas degradadas, a destinação adequada dos resíduos, o monitoramento contínuo da qualidade da água, a revisão e o reforço das estruturas de contenção e dos sistemas de drenagem, além da atualização dos planos de emergência.
Também foi recomendada a interdição das estruturas envolvidas até que novos estudos e projetos técnicos sejam apresentados e aprovados pelos órgãos competentes.

Multas e mesa de diálogo
As ocorrências embasam a adoção de medidas administrativas e autos de infração que, somados, resultam no valor de R$ 13.710.000,32, conforme a legislação ambiental vigente.
Paralelamente, o governo municipal anunciou a criação de uma mesa de diálogo, com prazo de 30 dias, para negociação de medidas que visem compensar eventuais danos econômicos e sociais causados ao município.

Acompanhamento e transparência
A prefeitura informou que seguirá acompanhando de forma rigorosa todas as providências que deverão ser adotadas pela empresa, reiterando o compromisso com a proteção do meio ambiente, a transparência das ações públicas e a segurança da população.

Posicionamento da Vale
Em nota, a Vale informou que, conforme comunicado divulgado no dia 26 de janeiro, as operações na Mina de Fábrica já estão paralisadas.

 

Tags:  Congonhas, Vale, mineração, danos ambientais, Mina de Fábrica, Mina Viga, meio ambiente




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Postado por Rafaela Melo, no dia 07/02/2026 - 08:36


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