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Região


Dique da Vale se rompe entre Congonhas e Ouro Preto e mobiliza autoridades

Segundo informações iniciais, a água proveniente do rompimento estaria sendo contida por uma represa da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN)



Foto: reprodução redes sociais


A estrutura está localizada mais próxima do centro urbano de Congonhas

Um dique ligado à mineradora Vale se rompeu na madrugada deste domingo, dia 25, entre os municípios de Congonhas e Ouro Preto, na região central de Minas Gerais. O rompimento provocou uma forte correnteza de água com sedimentos, registrada em vídeos feitos por pessoas que passavam pela região no momento do ocorrido. A estrutura está localizada mais próxima do centro urbano de Congonhas, embora pertença ao território de Ouro Preto, em uma área próxima a atividades minerárias. Segundo informações iniciais, a água proveniente do rompimento estaria sendo contida por uma represa da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), evitando, até o momento, um agravamento da situação. Não há registro de feridos.

O secretário municipal de Meio Ambiente de Congonhas esteve no local para acompanhar a ocorrência e avaliar possíveis impactos ambientais, além das providências emergenciais adotadas. A Prefeitura de Ouro Preto informou que equipes da secretaria de Segurança e Trânsito, junto à Defesa Civil, se deslocaram para averiguação in loco, uma vez que o ponto afetado fica em área rural, distante da sede e dos distritos. Em nota, a Vale informou que o episódio se trata de um “extravasamento de água com sedimentos” de uma cava da mina de Fábrica, em Ouro Preto. De acordo com a mineradora, o fluxo atingiu áreas de uma empresa, sem impacto direto sobre comunidades ou moradores da região. A empresa afirmou ainda que os órgãos competentes foram comunicados e que as causas do extravasamento estão sendo apuradas. A Vale ressaltou que o ocorrido não tem relação com barragens da empresa na região, que, segundo a mineradora, permanecem estáveis e são monitoradas 24 horas por dia, sete dias por semana.

O rompimento ocorreu justamente no dia em que se completam sete anos da tragédia de Brumadinho, quando a barragem da Mina Córrego do Feijão se rompeu, deixando 270 mortos — número que chega a 272 se consideradas as vítimas grávidas — e marcando de forma permanente a história de Minas Gerais. O episódio reacende o alerta sobre segurança em áreas de mineração e a necessidade de fiscalização constante.

Tags: Vale; rompimento de dique; Congonhas MG; Ouro Preto MG; mineração em Minas Gerais; extravasamento de sedimentos; segurança de barragens; Defesa Civil MG; impacto ambiental; mineração e meio ambiente; Brumadinho; tragédias da mineração

 




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Postado por Sônia da Conceição Santos, no dia 25/01/2026 - 17:30


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