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Região


Governo de Minas assina contrato de concessão da Via Liberdade, um dos maiores projetos rodoviários do estado

Gestão do trecho começa em até 60 dias; obras incluem duplicação de pistas, reforço na segurança e melhorias para mobilidade e turismo



Foto: Gil Leonardi / Imprensa MG


O governador Romeu Zema e o vice-governador Mateus Simões participaram da assinatura do contrato de concessão


O governador Romeu Zema e o vice-governador Mateus Simões participaram, na  segunda-feira, dia 12, em Belo Horizonte, da assinatura do contrato de concessão do Lote Rodoviário Ouro Preto–Mariana, batizado de Via Liberdade. O projeto, conduzido pela Secretaria de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias (Seinfra), é um dos maiores investimentos em infraestrutura de Minas Gerais e marca um novo ciclo de desenvolvimento para mobilidade, turismo e economia da região.

“Quero reconhecer o trabalho de todas as mãos que ajudaram a tornar este dia histórico para Minas Gerais possível. A concessão vai trazer mais turismo, investimentos, empregos e melhorias para a vida dos mineiros que vivem e circulam na região”, afirmou Zema.

O consórcio Rota da Liberdade, vencedor do leilão realizado em setembro de 2025 na B3, em São Paulo, assume a gestão de 190 quilômetros de rodovias que ligam a Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) a Rio Casca, na Zona da Mata. A operação começa em até 60 dias após a assinatura do contrato.
“Essa concessão é uma oportunidade de transformação efetiva da região turística e de maior riqueza barroca do país. Além disso, terá importância estratégica para a interligação regional, com acesso à Zona da Mata”, destacou o vice-governador Mateus Simões.

O secretário de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias, Pedro Bruno, acrescentou: “Chegar ao dia de hoje é vencer uma maratona de desafios. Estamos confiantes de que esta obra vai sair do papel e trazer benefícios permanentes para milhares de mineiros”.
A concessão também representa uma das primeiras grandes entregas viabilizadas pelo Acordo de Reparação do Rio Doce, assinado em outubro de 2024.

Obras e melhorias no trecho
O projeto prevê a duplicação completa do trecho da BR-356 e uma série de melhorias em um dos principais corredores logísticos, econômicos e turísticos de Minas Gerais, que atravessa 11 municípios: Nova Lima, Rio Acima, Itabirito, Ouro Preto, Mariana, Acaiaca, Barra Longa, Ponte Nova, Urucânia, Piedade de Ponte Nova e Rio Casca.
Com investimentos estimados em quase R$ 5 bilhões, sendo R$ 1,7 bilhão provenientes do Acordo de Reparação do Rio Doce, estão previstas:

  • 78,7 km de duplicações

  • 40,66 km de terceiras faixas

  • implantação de acostamentos em 100% do trecho

  • construção do Contorno Viário de Cachoeira do Campo, com 7,3 km em pistas duplas

O trecho contará ainda com um Ponto de Parada e Descanso (PPD) em Amarantina para motoristas profissionais e uma área de escape na descida da Serra da Santa, em Itabirito, para garantir a segurança de veículos com problemas de frenagem.
O projeto inclui assistência 24 horas com atendimento médico e socorro mecânico, além de um centro de controle operacional e três bases de serviços operacionais para coordenar os atendimentos.
Além de fortalecer a infraestrutura viária, a concessão integra estratégias da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult-MG), ligando mobilidade e turismo em rotas de alto valor histórico e cultural.

Mobilidade e segurança
Com a conclusão das obras, o tempo de viagem entre Belo Horizonte e Rio Casca deve ser reduzido em cerca de 40 minutos, enquanto o trajeto até Ouro Preto terá redução de mais de 20 minutos.
A cobrança de pedágio só será iniciada após a entrega das melhorias previstas para o primeiro ano do contrato, incluindo pavimento e sinalização.

Acordo de Reparação do Rio Doce
O Acordo de Reparação do Rio Doce foi assinado em outubro de 2024 pelos Estados de Minas Gerais e Espírito Santo com a União, Defensorias Públicas e Ministérios Públicos, e as empresas Samarco, Vale e BHP Billiton Brasil.
O rompimento da barragem de Fundão, em novembro de 2015, deixou 19 mortos e causou graves impactos sociais, ambientais e econômicos em Minas Gerais e no Espírito Santo.
A Superintendência Central de Reparação do Rio Doce, vinculada à Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), coordena e executa ações de reparação e recuperação na região atingida.




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Postado por Rafaela Melo, no dia 13/01/2026 - 07:32


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