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Saúde


Guia atualiza regras de prevenção do câncer de colo do útero no Brasil

A principal novidade é a transição gradual do exame Papanicolau para o teste molecular de DNA-HPV



Foto: João Risi/MS/Agência Brasil


O novo guia substitui orientações publicadas em 2022 e reflete as diretrizes mais recentes do Ministério da Saúde

A Fundação do Câncer lançou nesta quinta-feira, dia 8, uma versão atualizada do Guia Prático de Prevenção do Câncer de Colo do Útero, trazendo mudanças importantes nas estratégias adotadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A principal novidade é a transição gradual do exame Papanicolau para o teste molecular de DNA-HPV, considerado mais moderno, sensível e eficaz na detecção precoce da doença. A atualização ocorre no contexto do Janeiro Verde, campanha dedicada à conscientização sobre a prevenção do câncer do colo do útero, um dos tipos mais incidentes entre mulheres no Brasil. O novo guia substitui orientações publicadas em 2022 e reflete as diretrizes mais recentes do Ministério da Saúde, aprovadas pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec).

Teste DNA-HPV amplia a prevenção e reduz riscos
Diferentemente do Papanicolau, que identifica alterações celulares já existentes, o teste molecular de DNA-HPV detecta a presença do vírus antes do desenvolvimento de lesões, ampliando significativamente as chances de prevenção. Estudos indicam que mulheres com resultado negativo no teste molecular podem repetir o exame apenas a cada cinco anos, graças à alta sensibilidade do método. Segundo especialistas, cerca de 99% das mulheres testadas apresentam resultado negativo, o que permite reduzir exames desnecessários e concentrar esforços nos grupos de maior risco.

Implantação será feita por etapas nos estados
A implementação do novo modelo de rastreamento teve início em setembro de 2025, com projetos-piloto em municípios de 12 estados. A expectativa do Ministério da Saúde é ampliar gradualmente a oferta do exame para todo o país. Enquanto isso, o Papanicolau seguirá sendo utilizado nas regiões onde o teste molecular ainda não estiver disponível. O público-alvo permanece o mesmo: mulheres de 25 a 64 anos, evitando a sobreposição dos dois métodos em uma mesma unidade de saúde.

Casos positivos terão acompanhamento diferenciado
Mulheres que apresentarem resultado positivo para os tipos HPV 16 e 18, responsáveis por cerca de 70% dos casos de câncer de colo do útero, serão encaminhadas diretamente para colposcopia. Para outros tipos oncogênicos, a conduta dependerá de exames complementares e do grau de risco identificado.

Vacinação segue como principal forma de prevenção
Além do rastreamento, o guia reforça a importância da vacinação contra o HPV, disponível gratuitamente no SUS para meninas e meninos de 9 a 14 anos, além de grupos prioritários. O Brasil também realiza ações de resgate vacinal para adolescentes que não foram imunizados na idade recomendada. O país segue alinhado à Estratégia Global da Organização Mundial da Saúde (OMS), que prevê a eliminação do câncer de colo do útero como problema de saúde pública até 2030, com foco em vacinação, diagnóstico precoce e tratamento adequado.

Tags: câncer de colo do útero; prevenção do câncer; exame DNA-HPV; HPV; saúde da mulher; SUS; rastreamento do câncer; vacina contra HPV; Janeiro Verde; Ministério da Saúde
Fonte: Agência Brasil

 




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Postado por Sônia da Conceição Santos, no dia 09/01/2026 - 07:20


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