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A ação silenciosa do câncer de próstata nos estágios iniciais ajuda a explicar por que a doença ainda avança sem ser percebida por muitos homens. Segundo tipo mais comum entre os homens (atrás, apenas, do câncer de pele não melanoma), a enfermidade tem até 90% de chances de cura se descoberta em seu estágio inicial. Daí a importância dos exames de rotina, capazes de identificar o tumor precocemente.
Localizada abaixo da bexiga e exclusiva do organismo masculino, a próstata pode ser acometida sem causar alterações perceptíveis. Quando os sintomas aparecem, geralmente em fases mais avançadas, incluem dificuldade para urinar, jato fraco, dor pélvica e presença de sangue na urina ou no sêmen. Em casos graves, podem surgir dores ósseas.
Segundo a nutricionista especialista em Nutrição Clínica e Esportiva Funcional Amanda Oliveira, fatores como idade acima de 50 anos, histórico familiar (especialmente em parentes próximos que tiveram a doença antes dos 60) e predisposições genéticas aumentam o risco. Existem, ainda, fatores como alimentação e estilo de vida, que também desempenham papel relevante: “Dietas ricas em ultraprocessados, açúcares, gorduras ruins e compostos inflamatórios favorecem o surgimento de diversas doenças, incluindo o câncer. E não há como separar alimentação da saúde intestinal. Fibras, vitaminas, minerais e antioxidantes fazem diferença real no equilíbrio do organismo”, afirma.
Prevenção e diagnóstico
O diagnóstico é feito por meio de exames como PSA, que mede níveis da proteína produzida pela próstata, toque retal e, quando necessário, biópsia - único método capaz de confirmar a presença de células malignas. As opções de tratamento variam conforme o estágio da doença e incluem cirurgia, radioterapia, hormonioterapia, quimioterapia e vigilância ativa em casos de menor risco.
Na alimentação preventiva, Amanda Oliveira destaca alimentos como tomate cozido, vegetais crucíferos, frutas vermelhas, peixes ricos em ômega-3, oleaginosas, sementes e chá verde. “Grãos integrais e leguminosas contribuem para o bom funcionamento intestinal. Já o consumo de carnes processadas, gorduras saturadas e trans, açúcares adicionados, bebidas alcoólicas e excesso de carne vermelha deve ser reduzido. Laticínios, segundo alguns estudos, requerem moderação”, lista.
nutricionista explica, ainda, que o aumento da próstata nem sempre indica câncer. “A hiperplasia prostática benigna (HPB), comum com o envelhecimento, causa sintomas semelhantes, mas não tem relação com tumores. Apenas exames médicos podem diferenciar as condições”, situa. E, embora pesquisas indiquem que uma vida sexual ativa pode beneficiar a saúde da próstata, Amanda observa que não há evidências conclusivas ligando frequência sexual à prevenção do câncer. A orientação central permanece a mesma: realizar exames de rotina e não esperar o surgimento de sintomas.
A especialista reforça que o toque retal é rápido, indolor e complementar ao PSA, que pode falhar em até 20% dos casos. Homens a partir dos 50 anos (ou antes, se houver histórico familiar) devem manter acompanhamento anual com profissionais de saúde.
O que comer
lRomã
lTomate cozido (licopeno).
lBrócolis, couve-flor e repolho (sulforafano).
lFrutas vermelhas (polifenóis e vitamina C).
lPeixes ricos em ômega-3: salmão, sardinha, atum.
lOleaginosas e sementes: nozes, amêndoas, linhaça, chia.
lChá verde (polifenóis).
lGrãos integrais e leguminosas.
O que reduzir
lCarnes processadas.
lCarne vermelha acima de 350–500 g/semana.
lFrituras e gorduras saturadas/trans.
lAçúcares e ultraprocessados.
lLaticínios em excesso.
Nutricionista Amanda Oliveira
Especialista em Nutrição Clínica e Esportiva Funcional
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Postado por Maria Teresa, no dia 21/12/2025 - 08:16