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Região


Parque Natural da Romaria é aberto à visitação diária em Congonhas

Novo espaço integra meio ambiente, patrimônio histórico, lazer e turismo sustentável no principal complexo cultural da cidade



Fotos: Prefeitura de Congonhas/Daniel Silva/Luiz Evandro


 Localizado no entorno do Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, o espaço funciona de terça a domingo, das 8h às 17h


O Parque Natural da Romaria Hélvio Vitarelli já está aberto à visitação e passa a integrar oficialmente o circuito de lazer, cultura e preservação ambiental de Congonhas. Localizado no entorno do Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, o espaço funciona de terça a domingo, das 8h às 17h, e oferece estrutura voltada ao turismo sustentável, educação ambiental e bem-estar da população.

Projetado pelo arquiteto e urbanista Douglas Montes Barbosa, servidor da Secretaria Municipal de Planejamento, o parque foi concebido para funcionar como um elo urbano entre importantes equipamentos culturais da cidade. Em breve, o espaço será conectado à Alameda das Palmeiras, ao Teatro Municipal, ao Centro Cultural da Romaria e ao Museu de Congonhas.

O empreendimento é fruto da parceria entre o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e a Prefeitura de Congonhas, como parte das ações do PAC Cidades Históricas, agora incorporadas ao Novo PAC do Governo Federal. A entrega oficial ocorreu na quarta-feira, dia 10.

O Parque Natural da Romaria reúne uma série de equipamentos que atendem públicos diversos, como orquidário, jardim de polinização, anfiteatro, cobertura multiuso, relógio de sol, trilhas e decks. A proposta é ampliar a permanência do turista na cidade e fortalecer a oferta de atividades educativas e culturais no centro histórico.Logo na entrada, os visitantes são recepcionados pela obra Guardiã do Vale, com 3,5 metros de altura, criada pelos artistas Pedro Esteves, Gabi Grotti e Matheus Magalhães de Freitas. A escultura, feita com ligas metálicas, bambu e base de hematita, estabelece um diálogo entre natureza, memória e a história mineradora de Congonhas. A obra foi financiada pelo Grupo Jota Mendes e pela Gerdau.

Um dos destaques do parque é o jardim de polinização e o meliponário, que abriga 31 colônias de abelhas nativas sem ferrão da Mata Atlântica. A estrutura inclui colônias didáticas com caixas transparentes, permitindo que os visitantes conheçam de perto o funcionamento das colmeias e a importância desses polinizadores para a biodiversidade e a produção de alimentos.Segundo a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, o antigo orquidário foi ampliado para se tornar um epifitário, reunindo orquídeas, bromélias, cactos e aráceas. O espaço também contará com oficinas de criação de abelhas nativas ao longo de 2026, além de ações contínuas de educação ambiental.

Responsável pelo projeto, Douglas Montes Barbosa destacou que o parque nasceu a partir de ampla pesquisa de campo e diálogo com especialistas e a comunidade. A proposta buscou integrar a arquitetura à paisagem natural, preservando árvores, bambuzais e características do terreno.“O objetivo foi fazer com que a arquitetura trabalhasse a favor da paisagem, e não o contrário. A expectativa é que a população adote o parque e o utilize para atividades culturais, educativas e de lazer”, ressaltou.

O parque leva o nome de Hélvio Vitarelli, ambientalista e defensor do patrimônio natural de Congonhas. A homenagem reconhece sua atuação decisiva na proteção da Serra Casa de Pedra e na prevenção de riscos ambientais associados à mineração. Ele foi representado na inauguração pelos irmãos Francisco e Ana Maria Vitarelli.

Durante a solenidade de inauguração, o presidente do Iphan, Leandro Grass, destacou que o parque reforça o papel de Congonhas como referência cultural e turística. Já o prefeito Anderson Cabido ressaltou que o espaço contribui para aumentar o tempo de permanência dos visitantes na cidade, impulsionando a economia local por meio do turismo.

Congonhas vive um ano simbólico, celebrando os 30 anos da reconstrução da Romaria, 10 anos do Museu de Congonhas, 40 anos do título de Patrimônio Mundial concedido pela Unesco ao Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos e 220 anos da conclusão das esculturas dos Profetas de Aleijadinho.

O Iphan já aprovou recursos da ordem de R$ 3 milhões para a construção da ponte pênsil prevista no projeto original do parque. Outros acessos serão implantados futuramente, incluindo ligações com a Alameda das Palmeiras, o Museu de Congonhas e bairros do entorno.Também está prevista, a longo prazo, a conexão do Parque Natural da Romaria com o Parque Alcatruz, por meio de um corredor ambiental, ampliando a área de preservação e favorecendo a polinização natural da região.

Tags: Congonhas; Parque Natural da Romaria; turismo sustentável; meio ambiente; patrimônio histórico; Novo PAC; Iphan; Santuário do Bom Jesus de Matosinhos; educação ambiental; 

Por Secretaria de Comunicação/Prefeitura de Congonhas




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Postado por Rafaela Melo, no dia 13/12/2025 - 16:20


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