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Saúde


Alimentação adequada reduz riscos e previne complicações durante a gestação

Pré-eclâmpsia, diabetes gestacional e parto prematuro podem estar diretamente ligados ao que a gestante coloca no prato



Foto: divulgação


“O cálcio e a vitamina D têm papel fundamental na saúde óssea e na prevenção da pré-eclâmpsia”

A gestação é um período especial e transformador na vida da mulher, marcado por profundas mudanças hormonais, imunológicas e metabólicas. Essas alterações aumentam a necessidade de nutrientes específicos, e quando a alimentação não acompanha essa demanda, o risco de complicações cresce significativamente. Estudos apontam que uma nutrição adequada antes e durante a gestação é um dos fatores mais importantes na prevenção de condições como pré-eclâmpsia, diabetes gestacional e parto prematuro. Segundo a nutricionista funcional Gabrielle Ribeiro, não se trata apenas de evitar açúcar e gorduras ruins, mas de fornecer ao corpo vitaminas, minerais, antioxidantes e gorduras boas que modulam a inflamação, regulam a glicemia e ajudam a manter a pressão arterial estável.

Entre os nutrientes essenciais, o cálcio e a vitamina D desempenham papel fundamental na saúde óssea e na prevenção da pré-eclâmpsia. Já minerais como magnésio e potássio contribuem diretamente para o controle da pressão arterial e o equilíbrio dos fluidos corporais. Esses elementos podem ser obtidos em alimentos como leite, sardinha, brócolis, sementes, castanhas, cacau, banana e folhas verdes. O ômega-3 — especialmente as versões EPA e DHA — também merece destaque por reduzir processos inflamatórios e favorecer o desenvolvimento cerebral e visual do bebê. Peixes como sardinha, salmão selvagem e cavalinha, além de chia e linhaça, são importantes fontes desse nutriente. As proteínas de boa qualidade, por sua vez, ajudam a formar tecidos maternos e fetais, além de fortalecer o sistema imunológico.

Outro ponto crítico é a prevenção da anemia, condição comum na gestação. Para isso, o ferro e a vitamina C precisam estar presentes diariamente no cardápio. Carnes magras, fígado, feijão e couve são ricos em ferro, enquanto acerola, laranja, morango e kiwi aumentam a absorção do mineral. As fibras e os alimentos integrais também exercem papel fundamental, auxiliando no controle glicêmico e na saúde intestinal. A qualidade da alimentação da gestante influencia diretamente a microbiota intestinal, que impacta a saúde do bebê desde a gestação até a vida adulta. Esse processo, conhecido como programação metabólica, reforça a importância de cuidados nutricionais desde os primeiros meses — e até antes da concepção. Cuidar do que vai ao prato é tão importante quanto manter o pré-natal em dia. Uma gestante bem nutrida reduz o risco de complicações, favorece seu próprio bem-estar e ainda cria as bases para um início de vida mais saudável para o bebê.
Gabrielle Ribeiro
Nutricionista Especializada em Saúde da Mulher
Instagram: @gabiribeiro_nutri

 




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Postado por Sônia da Conceição Santos, no dia 06/12/2025 - 18:20


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