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Polícia


Polícia é acionada após conflito entre alunos, mas mãe questiona escola em Lafaiete

Para a mãe de um dos alunos envolvidos, Maíra Pires, a direção tratou o caso de forma “criminalizante



Foto: Rafaela Melo


O conflito ocorreu na escola estadual Lopes Franco

Um conflito entre dois alunos de 12 anos, ocorrido no dia 24 de setembro na escola esta­dual Lopes Franco, no Carijós (região sudoeste), resultou na presença da Polícia Militar dentro da unidade e gerou indignação entre familiares. O episódio, considerado por pais e responsáveis como um desentendimento escolar que poderia ter sido resolvido internamente, motivou críticas à direção da instituição e levou uma das famílias a transferir o estudante para outra escola da rede estadual.

Para a mãe de um dos alunos envolvidos, Maíra Pires, a direção tratou o caso de forma “criminalizante”. “Era um simples conflito estudantil, que poderia ter sido resolvido com diálogo e mediação. A diretora optou por acionar a Polícia Militar e registrar boletim de ocorrência, colocando a escola como vítima e os alunos como infratores”, afirmou.  “A presença da PM apenas expôs e traumatizou as crianças. Não havia necessidade dessa intervenção. Assim que a direção da escola acionou a Polícia Militar, os alunos foram encaminhados pela viatura para a UPA, delegacia e IML. Eles já saíram da escola apreendidos. O conflito estudantil não teve armas e nem objetos cor­tan­tes e nem sangue”, disse. A mãe relatou, ainda, que os estudantes permaneceram por cerca de 5 horas à disposição de todo o procedimento e que a situação causou constrangimento às famílias.

Maíra informou que registrou boletim de ocorrência, contratou uma advogada e apresentou denúncia formal à Superintendência Re­gional de Ensino (SRE) de Con­selheiro Lafaiete. Segundo ela, o episódio abalou a confiança dos pais na instituição. “O ambiente escolar deve ser de acolhimento, e não de medo. Esperamos que as autoridades apurem o caso e que a escola adote práticas pedagógicas mais humanizadas”, afirmou. A mãe declarou, ainda, que o filho não possui histórico de comportamento violento e que a situação ocorreu durante o horário de aulas. “Eram apenas duas crianças em um conflito momentâneo. A decisão de acionar a polícia foi desproporcional”, completou.

Em nota, a SEE/MG informou que repudia qualquer forma de violência no ambiente escolar e reiterou o compromisso com espaços educativos seguros, acolhedores e democráticos. A pasta esclareceu que o caso foi conduzido conforme o Programa de Convivência Demo­crá­tica, que prevê diferentes medidas em situações de conflito, incluindo o acionamento das famílias, do Conselho Tutelar e, quando necessário, de órgãos de segurança.


De acordo com a SEE/MG, a direção da escola estadual Lopes Franco seguiu os procedimentos previstos, acionando a Polícia Militar, o Con­selho Tutelar e os pais dos en­volvidos. O Núcleo de Aco­lhi­mento Educacional (NAE) - composto por psicólogo e assistente social - também foi mobilizado para executar um plano de ação voltado à mediação de conflitos e prevenção da violência. A Secretaria informou ainda que a Superintendência Regional de Ensino de Conselheiro Lafaiete providenciou a transferência de um dos alunos para outra instituição da rede estadual e que, até o momento, não recebeu solicitação formal da responsável pelo estudante para instaurar apuração sobre eventuais condutas da escola.

A SEE/MG destacou que, ao longo do ano letivo, desenvolve ações contínuas de promoção da cultura de paz por meio do Programa de Con­vivência Demo­crática, do Projeto Socioemocional e do NAE, com pa­lestras, rodas de conversa e mediações para fortalecer o respeito e o convívio saudável nas escolas.






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Postado por Rafaela Melo, no dia 21/11/2025 - 11:25


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