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Banco Master: Prefeitura de Congonhas confirma investimento de R$ 14 milhões do Regime Próprio de Previdência

Autarquia previdenciária informa que aplicação segue normas federais e representa parcela reduzida do patrimônio do RPPS



Foto: Divulgação


 A instituição reforça que o ativo não compromete a saúde financeira do regime, cujo patrimônio líquido soma R$ 593.936.797,94

A Previdência do Município de Congonhas (PREVCON) esclareceu, na quarta-feira, dia 19, que o Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) possui R$ 14 milhões aplicados em letras financeiras do Banco Master, instituição colocada em liquidação extrajudicial pelo Banco Central na terça-feira, dia 18. O valor representa 2,7% do patrimônio líquido do RPPS e foi adquirido em maio de 2024 dentro das normas vigentes, incluindo a Resolução CMN nº 4.963/2021, a Portaria MTP nº 1.467/2022 e a lista de instituições autorizadas pela Secretaria de Previdência.Segundo a PREVCON, a equipe técnica está acompanhando de perto os desdobramentos da liquidação, com foco em minimizar eventuais impactos. A instituição reforça que o ativo não compromete a saúde financeira do regime, cujo patrimônio líquido soma R$ 593.936.797,94, nem coloca em risco o cumprimento da meta de rentabilidade do exercício.

Entenda o caso

O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do conglomerado Master após identificar deterioração da liquidez e irregularidades na condução das atividades financeiras. A medida atinge:

  • Banco Master S/A

  • Master de Investimento

  • Letsbank

  • Master Corretora

Já o Banco Master Múltiplo foi colocado sob Regime Especial de Administração Temporária (RAET), com o objetivo de garantir a continuidade das operações do Wil Bank, adquirido pelo grupo em 2024. Com a intervenção, bens de controladores e ex-administradores foram bloqueados, e a EFB Regimes Especiais de Empresas foi designada para conduzir a administração especial. A liquidação extrajudicial é adotada quando uma instituição financeira não possui mais condições de operar. Nessa fase, um liquidante assume o controle, encerra operações, vende bens e quita dívidas conforme a legislação, até extinguir o banco.

O Banco Master já enfrentava risco de quebra devido ao alto custo de captação, à emissão de CDBs com rendimento muito acima do mercado e a investimentos considerados arriscados, como compra de precatórios e aquisição de empresas em dificuldade.Nos últimos meses, o conglomerado tentou ser vendido ao BRB (Banco de Brasília) e, posteriormente, à Fictor Holding, mas ambas as negociações foram suspensas.

Na segunda-feira, dia 17, o empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, foi preso pela Polícia Federal durante a Operação Compliance Zero. A operação cumpre mandados de prisão e 25 buscas e apreensões em cinco estados e no Distrito Federal, investigando crimes como:

  • gestão fraudulenta

  • gestão temerária

  • organização criminosa

  • emissão e venda de títulos de crédito falsos

As investigações começaram em 2024, a partir de denúncia do Ministério Público Federal sobre possível fabricação de carteiras de crédito sem lastro e comercialização de CDBs com remuneração acima da média, cujo pagamento não foi realizado.

Tags: Banco Master; Liquidação extrajudicial; Banco Central; RPPS Congonhas; Previdência Municipal; PREVCON; Daniel Vorcaro

 




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Postado por Rafaela Melo, no dia 21/11/2025 - 08:05


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