Foto: Divulgação
De acordo com a nutricionista, a microbiota intestinal desempenha papel central na regulação da ansiedade
Pesquisas recentes reforçam que as funções do intestino vão muito além da digestão. Com meio milhão de neurônios e comunicação direta com o cérebro, ele atua como um “segundo cérebro”, influenciando humor, cognição e respostas emocionais. É o que explica Amanda Oliveira. De acordo com a nutricionista, a microbiota intestinal — conjunto de bactérias, fungos, vírus e protozoários — desempenha papel central na regulação da ansiedade. Isso porque desequilíbrios na microbiota podem aumentar a permeabilidade intestinal, gerar inflamação crônica e permitir que substâncias indesejadas atinjam órgãos como cérebro, fígado e tireoide, agravando sintomas de ansiedade.
“Pacientes ansiosos geralmente apresentam menor diversidade de bactérias benéficas e maior presença de microrganismos patogênicos”, explica. Mas é possível fazer escolhas mais assertivas na hora de montar o seu prato. Uma alimentação equilibrada, inspirada no estilo mediterrâneo, favorece a produção de neurotransmissores como GABA, serotonina e dopamina, essenciais para a sensação de bem-estar.
“Entre os alimentos que ajudam a manter a microbiota saudável estão sementes de gergelim preto e abóbora, cacau, canela, farinha de aveia, batata doce, farinha de banana verde, batata Yacon, brócolis, alho, cebola roxa, kefir, kombucha e biomassa de banana verde. Esses ingredientes funcionam como prebióticos e probióticos, estimulando bactérias benéficas, fortalecendo a barreira intestinal e atuando contra microrganismos patogênicos”, lista. Além da alimentação, suplementos e simbióticos podem potencializar o equilíbrio intestinal e mental. Entre eles, glutamina, vitamina D3, zinco, cúrcuma longa L, ômega 3, complexo B e polifenóis, como os do chá verde, reforçam a microbiota e contribuem para a regulação da ansiedade.
“Dê atenção ao seu intestino. Ele absorve nutrientes, elimina toxinas e atua como órgão endócrino, modulando hormônios e influenciando diretamente respostas emocionais. Por isso, pode ser a chave para aquela melhora na qualidade de vida que você tanto tem buscado”, conclui Amanda Oliveira.
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Postado por Rafaela Melo, no dia 07/11/2025 - 12:19