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Os sintomas da ansiedade são variados e incluem tremores, formigamento ou dormência nos membros
Cerca de 56 milhões de brasileiros sofrem com a ansiedade, o que representa 26% da população do país, segundo estimativa do IBGE para 1º de julho de 2025. Especialistas apontam que o quadro se intensificou após a pandemia, com impacto direto na saúde física e mental. E de acordo com a nutricionista Amanda Oliveira, esse transtorno está intimamente ligado ao cortisol, hormônio glicocorticoide produzido pelas glândulas adrenais em resposta ao eixo hipotálamo–hipófise–adrenal (HPA). “O cortisol é essencial à vida. Ele regula o metabolismo, a pressão arterial, a resposta imunológica e o sono.
Participa do funcionamento de hormônios sexuais e tireoidianos, assim como de hormônios anabólicos e catabólicos e dos que regulam a fome. Ele também controla a retenção de líquidos e a ingestão hídrica, além de preparar o corpo para situações de perigo, na clássica resposta de luta ou fuga”, explica. Alterações no ritmo circadiano do cortisol são comuns em pessoas com transtornos de ansiedade, como elevação matinal exagerada ou achatamento do ciclo. “A exposição prolongada ao cortisol elevado reduz a plasticidade neuronal, dificultando novos aprendizados e a memorização. Esse desequilíbrio cria um ciclo vicioso: estresse aumenta o cortisol, que reforça a ansiedade, gerando ainda mais estresse”, acrescenta a especialista.
Fatores como estresse agudo ou crônico, hipervigilância, dificuldade de relaxar, insônia, fadiga mental e sintomas ansiosos elevam o cortisol. Em casos de sobrecarga crônica, o hormônio pode até diminuir, provocando desregulação do humor, depressão e agravamento da ansiedade. E ainda há o papel do fígado nessa situação: “A não detoxificação hepática durante a noite permite que toxinas alcancem o cérebro, provocando estresse oxidativo e contribuindo para quadros ansiosos”. Os sintomas da ansiedade são variados e incluem tremores, formigamento ou dormência nos membros, dor de cabeça, dor abdominal, náuseas, vômitos, tensão muscular, falta de ar, suor nas mãos e pés, boca seca, insônia, tontura, inquietação, medo de perder o controle, medo de ferimentos ou morte, desconexão da realidade, dificuldade de concentração, pensamentos assustadores e preocupação excessiva com o futuro.
O papel da alimentação
A alimentação pode ajudar a modular a secreção de cortisol e reduzir quadros ansiosos. Nutrientes como L-teanina (chá verde), Passiflora incarnata (maracujá), vitaminas B6, B9 e B12, vitaminas D, A e E, selênio, magnésio, L-triptofano e ômega 3 atuam como neuroprotetores e antioxidantes. “Esses compostos auxiliam na redução da ansiedade leve, promovem relaxamento sem sedação e melhoram o sono. Fontes alimentares incluem sardinha, salmão, atum, ovos, castanha-do-pará, vegetais verde-escuros, sementes, nozes e abacate”, detalha a nutricionista.
Especialistas recomendam acompanhamento profissional para avaliar alterações hormonais, adequar hábitos de vida e incluir nutrientes que favoreçam o equilíbrio do cortisol. “Manter sono regular, prática de atividade física e uma alimentação rica em ativos neuroprotetores são estratégias fundamentais para reduzir o impacto da ansiedade e do excesso de cortisol no organismo”, conclui a Amanda Oliveira.
Nutricionista Amanda Oliveira
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Postado por Rafaela Melo, no dia 25/09/2025 - 17:12