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Dia da Cachaça: conheça os ‘segredos’ da bebida guardados em Minas, maior produtor do Brasil

Minas Gerais lidera o mercado com 2.492 rótulos registrados e especialistas explicam como identificar uma bebida de qualidade



Foto: Redes sociais



Neste sábado, dia 13, o Brasil comemora o Dia Nacional da Cachaça — uma data que representa muito mais que o gosto pelo destilado tipicamente brasileiro. O marco celebra uma vitória histórica ocorrida em 1661, quando, após pressão popular, a Coroa Portuguesa foi forçada a liberar a produção e o comércio da bebida no país.

A proibição havia gerado uma revolta entre os produtores do Rio de Janeiro, tamanho era o apreço popular pela cachaça. Em resposta à pressão, a Coroa cedeu, e naquele 13 de setembro, a cachaça voltou a ser legalizada, marcando o início de sua trajetória oficial na cultura brasileira.

A data comemorativa só foi instituída oficialmente em 2009, por meio do Instituto Brasileiro da Cachaça (Ibrac), durante a Expocachaça, realizada em Belo Horizonte. O objetivo é valorizar a cachaça como patrimônio nacional, reforçando sua importância cultural, histórica e econômica.

Raízes históricas e destaque nacional

A origem da cachaça remonta à época da colonização portuguesa. De acordo com o Ibrac, a teoria mais aceita é que os colonizadores, ao buscarem reproduzir a bagaceira (bebida feita da casca de uva), criaram um destilado improvisado a partir do caldo de cana. A localização exata da primeira produção é incerta, mas o Brasil pode se orgulhar de ter criado o primeiro destilado da América Latina, antecedendo bebidas famosas como o pisco, a tequila e o rum.

Embora as primeiras versões da cachaça tenham sido produzidas no litoral, especialmente em Pernambuco, foi em Minas Gerais que a bebida se consolidou com características próprias. Hoje, o estado é o maior produtor de cachaça de alambique do país, respondendo por metade da produção nacional — cerca de 200 milhões de litros por ano.

Minas Gerais: tradição e economia na mesma garrafa

A cachaça mineira não é apenas símbolo de tradição; ela tem papel essencial na economia local. Segundo dados do Anuário da Cachaça 2020, o estado abriga:

  • 375 estabelecimentos produtores

  • 1.286 produtos registrados

  • 1.680 marcas cadastradas

O setor movimenta mais de 100 mil empregos diretos e cerca de 300 mil indiretos, consolidando Minas como referência nacional na produção artesanal e industrial da bebida.

As melhores cachaças do Brasil em 2024

Para os apreciadores, o Ranking da Cúpula da Cachaça é uma referência nacional na escolha dos melhores rótulos do país. Em sua 6ª edição, divulgada em 2024, a seleção foi feita a partir de votação popular e degustações às cegas, divididas em três categorias principais.

Veja os três primeiros colocados de cada grupo:

Cachaças brancas

  1. Nobre Cristal – Paraíba

  2. Sanhaçu Origem – Pernambuco

  3. Mineiriana Clássica – Minas Gerais

Cachaças armazenadas e envelhecidas

  1. Bem Me Quer Amburana – Minas Gerais

  2. Princesa Isabel Carvalho – Espírito Santo

  3. Regui Brasil Carvalho Americano – Santa Catarina

Cachaças Premium e Extra-Premium

  1. Sanhaçu Soleira – Pernambuco

  2. Magnífica Reserva Soleira – Rio de Janeiro

  3. Margô Premium – São Paulo

O ranking completo com as 50 melhores cachaças do Brasil pode ser acessado no site oficial da Cúpula da Cachaça e em veículos especializados do setor.

Mais que uma bebida, um símbolo nacional

Com séculos de história, a cachaça ultrapassou as fronteiras das festas e bares brasileiros, conquistando também reconhecimento internacional. Neste Dia Nacional da Cachaça, celebrar a bebida é também reconhecer a resistência, a criatividade e a identidade cultural brasileira que ela representa.

Fonte: Diário do Comércio




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Postado por Rafaela Melo, no dia 13/09/2025 - 13:20


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