Foto: P. de Souza
Aos 44 anos, José Marcelo passou 21 deles no mesmo restaurante de Lafaiete, onde conquistou o carinho das pessoas que serve e o respeito de colegas e do patrão
No salão do restaurante, entre as conversas nas mesas, o nome do Marcelinho soa com naturalidade. Antes que o prato seja servido, o garçom do Forno a Lenha já cumprimentou os frequentadores mais fiéis, antecipou a bebida preferida ou puxou um papo breve com o cliente novo que acaba de chegar e precisa se sentir em casa. Aliás, essa é sua especialidade: fazer com que tudo esteja perfeito.
Aos 44 anos, José Marcelo Magalhães passou 21 deles no mesmo restaurante de Lafaiete, onde conquistou o carinho das pessoas que serve e o respeito de colegas e do patrão, o empresário Léo, figura conhecida na cidade. “Ser garçom não é só servir. É saber conversar, perceber se a pessoa está bem, envolver ela ali no momento. Às vezes, ela chega com um problema, e você pode ajudar sem nem parecer que ajudou”, explica.
Natural de Itaverava, veio para Lafaiete aos 11 anos. Hoje, circula com desenvoltura por uma cidade que considera sua. “Me sinto um lafaietense. Não penso em me mudar. Aqui é minha casa”, revela. Nessas duas décadas, viu o cardápio mudar, clientes casarem, filhos crescerem e voltarem com amigos. Tornou-se parte da memória afetiva do restaurante. “É gratificante. A gente tenta sempre receber todo mundo com alegria, com atenção. Os meninos que estão começando, eu procuro orientar também. Tem que fazer bem feito”, conta Marcelinho. Realizado na profissão, planeja trabalhar por mais alguns anos. “Mais uns cinco, dez no máximo. Depois eu quero descansar e aproveitar a vida com a família. Mas, enquanto isso, sigo aqui, com o mesmo gosto.” E, no fim dessa conversa, ele volta ao salão com o mesmo sorriso no rosto e o olhar atento. “É uma profissão boa. Você aprende com as pessoas, fica conhecido, faz amizade. Isso vale muito. Para quem quer começar agora, vale a pena investir”, conclui.
Dia do Garçom – Na próxima segunda-feira, 11 de agosto, é celebrado o Dia do Garçom: uma homenagem a uma profissão pouco alardeada, mas essencial. A origem é imprecisa, mas a versão mais difundida associa a data ao chamado “Dia da Pendura”, tradição nascida no século XIX, quando estudantes de Direito jantavam sem pagar para comemorar a criação dos cursos jurídicos no Brasil. Aos poucos, o Dia da Pendura foi recebendo outras conotações – conforme os estudantes que comiam sem pagar passaram a dar gorjetas aos atendentes. Assim, o país passou a celebrar o trabalho de bons garçons também.
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Postado por Rafaela Melo, no dia 17/08/2025 - 12:11