Foto: Divulgação/ PM
Ações de fiscalização ambiental foram realizadas em diferentes municípios de Minas Gerais
Nos últimos dias, ações de fiscalização ambiental realizadas em diferentes municípios de Minas Gerais resultaram na constatação de crimes ambientais graves, prisões e apreensões de equipamentos utilizados em atividades ilegais de exploração mineral e desmatamento.
Em Catas Altas da Noruega, militares flagraram uma retroescavadeira realizando compactação de terra em área de preservação permanente, a menos de 30 metros de um curso d’água e de uma nascente difusa. No local, foram registradas a supressão de 0,73 hectare de vegetação nativa de Mata Atlântica em estágio avançado, exploração irregular de pedra-sabão e degradação de recursos hídricos. Com o uso de drone, foi constatada ainda a abertura de via, corte raso de floresta e instalação de estrutura para possível produção irregular de carvão vegetal. Ao todo, 161 m³ de madeira nativa foram inutilizados ou abandonados no local. O responsável foi preso em flagrante e conduzido à Delegacia de Ouro Branco.
Em Belo Vale, durante operação conjunta da Polícia Militar de Meio Ambiente e do Ibama contra o garimpo ilegal de ouro no Rio Paraopeba, duas balsas foram localizadas em funcionamento. Quatro garimpeiros foram abordados, e um quinto, identificado como responsável, apresentou documentação, mas as atividades ocorriam fora do polígono autorizado. Cinco pessoas foram presas em flagrante e encaminhadas à Polícia Federal em Belo Horizonte. Duas balsas, equipamentos e quatro celulares foram apreendidos, e autos de infração foram lavrados pelo Ibama.
Já em Ouro Branco, após denúncia de garimpo ilegal em área florestal, militares e vigilantes da Gerdau localizaram, às margens de um curso d’água, equipamentos típicos da atividade, incluindo motor de grande porte, mangotes e motobomba. Não havia suspeitos no local e, devido à dificuldade de acesso, o material foi deixado sob vigilância até que seja possível a remoção. As ações integram o esforço das autoridades para coibir atividades ilegais que causam degradação ambiental significativa, especialmente em áreas de preservação permanente e cursos d’água, protegidos por lei.
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Postado por Rafaela Melo, no dia 16/08/2025 - 08:22