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Saúde


Minas Gerais: doenças diarreicas preocupam com mais de 386 mil casos em 2025

SES-MG reforça importância da higiene básica e alerta para sinais de agravamento; surtos têm crescido em áreas vulneráveis



Foto: Jeyaratnam Caniceus / Pixabay


As Doenças Diarreicas Agudas (DDA) são causadas por vírus, bactérias ou parasitas

A adoção de hábitos básicos de higiene continua sendo a medida mais eficaz na prevenção das Doenças Diarreicas Agudas (DDA) e das Doenças de Transmissão Hídrica e Alimentar (DTHA). A orientação é da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), que alerta para a necessidade de integração entre as equipes de Vigilância Epidemiológica e Atenção Primária à Saúde. Segundo a SES-MG, além do atendimento clínico, as equipes têm papel essencial em ações de promoção da saúde, avaliação de risco e resposta a surtos.
— Lavar bem as mãos, consumir água tratada, cozinhar e armazenar os alimentos de forma correta e higienizar frutas e verduras são medidas simples que fazem toda a diferença, destaca João Pedro Evangelista, referência técnica no Programa de Vigilância das DDA e DTHA da SES-MG.

Entenda as doenças

As Doenças Diarreicas Agudas (DDA) são causadas por vírus, bactérias ou parasitas. Elas provocam evacuações frequentes — mais de três vezes ao dia — com fezes líquidas ou pastosas, e podem durar até 14 dias. Crianças menores de 5 anos e idosos acima de 60 anos estão entre os grupos mais vulneráveis, devido ao risco de desidratação. Em 2025, Minas Gerais já notificou 386.447 casos de DDA. Em 2024, foram 822.036. As Doenças de Transmissão Hídrica e Alimentar (DTHA), por sua vez, são contraídas por meio da ingestão de água ou alimentos contaminados por microrganismos ou toxinas. São mais comuns em locais com falhas na produção e conservação dos alimentos ou em áreas com dificuldade de acesso à água potável. Crianças, gestantes, idosos e pessoas com imunidade comprometida devem ter atenção redobrada. Em 2023, o estado registrou 1.667 casos de DTHA. Em 2024, esse número já subiu para 5.823.

Tratamento e sinais de alerta

O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece tratamento gratuito para essas doenças nas Unidades Básicas e hospitais. A hidratação é prioridade, com uso de água, sucos, chás e soro de reidratação oral (SRO). Em casos mais graves, pode haver necessidade de internação para reposição intravenosa de líquidos. João Pedro Evangelista alerta para a importância de reconhecer os sinais de agravamento:
— É fundamental oferecer líquidos constantemente e observar sintomas como boca seca, sonolência, tontura e olhos fundos. Ao menor sinal de piora, a pessoa deve procurar atendimento médico imediatamente.

Ações da SES-MG

Para conter a incidência dessas doenças, a SES-MG atua com medidas preventivas em todo o estado. O trabalho envolve capacitações, apoio técnico e distribuição de materiais educativos. As ações são intensificadas em regiões mais vulneráveis, como os Vales do Jequitinhonha e Mucuri, o Norte de Minas, o Triângulo Mineiro e a Região Metropolitana de Belo Horizonte. O Estado também orienta os municípios sobre protocolos de manejo clínico, coleta de amostras e notificação obrigatória de casos — considerada essencial para detectar surtos, investigar fontes de contaminação e adotar medidas de controle mais eficazes.

 

 



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Postado por Rafaela Melo, no dia 28/07/2025 - 11:36


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