Foto: Ricardo Stuckert / PR/Agência Brasil
O Brasil, que já oferece insulinas humanas e análogas pelo SUS, passará a suprir 50% da demanda de insulina NPH e regular com produção própria
Após mais de 20 anos, o Brasil volta a produzir insulina de forma totalmente nacional. O primeiro lote do medicamento foi entregue na sexta-feira, 11 de julho, ao Ministério da Saúde, marcando a retomada da fabricação por meio de uma parceria com a farmacêutica indiana Wockhardt. A transferência de tecnologia será feita para a Fundação Ezequiel Dias (Funed), laboratório público, e para a empresa brasileira Biomm, que sediou o evento de entrega em sua fábrica em Nova Lima (MG). O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, celebrou o marco, destacando que 207.385 unidades foram entregues, sendo 67.317 frascos de insulina regular e 140.068 de insulina NPH. A produção integra o programa Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), parte da Estratégia Nacional para o Desenvolvimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde. “É o Brics acontecendo na realidade, mudando vidas e gerando emprego, renda e tecnologia aqui em Minas Gerais”, afirmou o ministro.
Com investimentos de R$ 142 milhões, a expectativa é que 8,01 milhões de unidades de insulina sejam entregues à rede pública entre 2025 e 2026. Cerca de 350 mil pessoas com diabetes devem ser beneficiadas. Após a conclusão da transferência tecnológica, Funed e Biomm estarão aptas a produzir o medicamento integralmente no Brasil, garantindo autonomia e segurança no abastecimento ao Sistema Único de Saúde (SUS).
O Brasil, que já oferece insulinas humanas e análogas pelo SUS, passará a suprir 50% da demanda de insulina NPH e regular com produção própria. A medida fortalece a soberania sanitária do país e assegura tratamento contínuo para pacientes diabéticos mesmo em situações de crise, como a enfrentada durante a pandemia.
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Postado por Sônia da Conceição Santos, no dia 14/07/2025 - 07:20